segunda-feira, 13 de março de 2017

A TURQUIA CONSEGUE MAGISTRALMENTE MOBILIZAR OS NACIONALISMOS TURCO E NÃO TURCO



Ministros da propaganda da omnipotência presidencial na Turquia - os novos “mártires”?
António Justo

Os Factos
Dia 11.03 o governo holandês não permitiu a aterragem do avião do MNE turco, Cavusoglu, que vinha fazer propaganda no consulado de Roterdão; no mesmo dia a ministra da família Syan Kaya entra na Holanda vinda da Alemanha de carro e é circundada de polícias e solicitada a sair do país. (A Holanda sob pressão política com eleições legislativas na quarta-feira quer dar um sinal de quem é senhor na própria casa, o que leva o governo a agir precipitadamente).

No dia 12, Cavusoglu, num comício de propaganda na cidade francesa de Metz, disse que a Holanda tinha de ser responsabilizada.   Recep Tayyip Erdogan reage também fazendo acusações de nazismo e fascismo contra os Países Baixos (como já tinha feito contra a Alemanha) e pede sanções contra a Holanda. 

Em política, na luta dos grupos de interesses quem ganha tem razão

Na falta de argumentos para a defesa da mudança da Constituição turca, o actual presidente Recep Tayyip Erdogan, puxa todos os registos nacionalistas para conseguir alargar os seus poderes presidenciais no espírito do império otomano. Erdogan quer apagar da Constituição turca o espírito moderno ocidental introduzido na Turquia por Kemal Atatürk, seu fundador.

Na luta entre os grupos de interesses, no palco da arena política, o governo turco consegue o que quer: mobilizar os nacionalistas e fascistas turcos dentro e fora do país e consegue simultaneamente a desorientação nos andares superiores da EU, que tem sido muito benigna em relação à tentativa do partido de Erdogan para estabelecer um sistema presidencial omnipotente na Turquia. A Europa cala-se porque precisa da Turquia e precisa do povo. Precisa da Turquia por interesses das elites económicas, mas estes concorrem com os interesses do povo.

Erdogan conseguiu a atenção que queria e, para quem não está informado da omnipotência que Erdogan pretende com o referendo, fica com a sensação de que a Turquia é vítima. Gente bem-avisada opina que seria melhor deixar a Turquia fazer a sua propaganda entre eles, como fez no passado. Então deveria ser facilitada  também a propaganda da oposição. Por outro lado, a actual propaganda para o projecto em vista contradiz os valores constitucionais dos países da EU e os propagandistas viajam à custa do Estado turco (excepto a oposição!)

A Holanda, ao tomar uma decisão governamental soberana, serviu, porém, os interesses do governo turco empenhado numa discussão meramente emocional e demagógica sobre o referendo. O regime de Erdogan, conseguiu já maior coesão interna levando a própria oposição a defendê-lo  ao criticar a Holanda. Erdogan conseguirá também ter um pretexto para mudar o seu embaixador na Holanda e colocar lá um diplomata ainda mais empenhado no seu partido.  A Alemanha, também intitulada de nazismo por Erdogan, fecha os olhos e não toma decisões a nível de governo em relação à propaganda turca na Alemanha e deixa aos municípios a questão de impedimento ou não da propaganda turca na Alemanha com os ministros turcos.

 O que os governos deveriam aprender da lição é o problema que os tucos trazem com o seu estatuto de dupla nacionalidade. De facto, o regime político e jurídico alemão e de outros países da EU encontram-se diametralmente opostos ao fascismo pretendido pelo sistema presidencial turco. Os imigrantes que votam por ele são infiéis aos valores defendidos pelas Constituições dos países onde vivem. É ambivalente a atitude de quem exige e usufrui dos valores democráticos dos países onde vive e quer para o seu país a institucionalização de valores antidemocráticos.

Vivemos num mundo maluco! O governo turco que pretende a omnipotência do chefe de Estado para o seu regime ataca de fascistas os governos de grandes democracias como a Alemanha e a Holanda.
Boa tarde Europa, boa noite Turquia! O amanhecer de uma e outra só pode ser enevoado e turbulento.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Espírito no Tempo http://antonio-justo.eu/?p=4186

sábado, 11 de março de 2017

SECTORES DO NEGÓCIO COM MAIS “MILIONÁRIOS” NA ALEMANHA

A nobreza do capital (500) possui 692,25 mil milhões de euros

A revista alemã Manager apresenta, todos os anos, detalhadamente, as economias e as pessoas ou famílias que tiveram mais sucesso económico na Alemanha. Apresento isto porque seria interessante poder-se comparar as economias e verificar os sectores da economia onde se produz e ganha mais em cada país. 

Manager 11A/2016 faz a listagem dos 500 alemães mais ricos em 2016 e em que sectores se encontram. “Esta nobreza do dinheiro tem uma riqueza de 692,25 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 5,87% em relação a 2015, mesmo com juro zero”

Comércio com 138,05 mil milhões de euros tem 50 milionários

Indústria- mecânica e exploração mineira com 113,80 mil milhões de euros tem 122milionários

Investimentos e esquemas de investimento com 109,30 mil milhões de euros tem 115 milionários

Automóveis e Fornecedores com 88,65 mil milhões de euros tem 26 milionários

Bens de consumo básicos com 48,05 mil milhões de euros tem 14 milionários

Géneros alimentícios com 38,55 mil milhões de euros tem 49 milionários

TI e internet com 37,65 mil milhões de euros tem 14 milionários

Serviços financeiros e empresariais com 28,70 mil milhões de euros tem 33 milionários

Construção de imóveis e hotéis com 26,60 mil milhões de euros tem 32 milionários

Empresas de logística com 21,95 mil milhões de euros tem 9 milionários

Os Media com 21,65 mil milhões de euros tem 21 milionários

Farmacêutica e medicina com 19,30 mil milhões de euros tem 15 milionários

Os parlamentos deveriam preocupar-se mais com assuntos de economia para os países produzirem mais riqueza de maneira a terem menos pobreza.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Espírito no Tempo http://antonio-justo.eu/?p=4184

sexta-feira, 10 de março de 2017

NAS PEGADAS DA FEMINIDADE

NAS PEGADAS DA FEMINIDADE


Mulher é vida, a flor da terra no céu concebida
Mulher é terra sagrada onde um raio de Céu se abriga
Mulher é o mar profundo onde o sentir do homem navega
Mulher é o tu da vida a encontrar-se no nós

Mulher é o templo de Deus onde o génio do homem leveda
Mulher é fogo vivo que a mente tempera
Mulher é a alma da sensação a quebrar a dureza do deserto
Mulher é a janela da vida entre as cortinas das ideias a gozar as ondas da fantasia

Mulher, encantado encanto, em ti canta o Céu, que em mim a vida toca
Mulher, em ti o mundo acorda e a graça canta
És a poesia do desejo que o mundo sustenta
És a sombra projectada que de mim foge e de mim me afasta

Mulher não é só ela, ela é a feminidade também no Homem a querer brotar
Mulher é o mundo inteiro, o eu do outro, a encontrar-se no nós
Mulher é a pegada do Espírito no tempo

©António da Cunha Duarte Justo 
In Pegadas do Espírito no Tempo,  http://antonio-justo.eu/?p=4182

segunda-feira, 6 de março de 2017

PRATO VEGETARIANO OBRIGATÓRIO NAS CANTINAS PÚBLICAS PORTUGUESAS

Na Alemanha cerca de 5% da população é vegetariana

Finalmente, na Assembleia da República (3.03) foi aprovada uma lei que obriga à inclusão de um prato vegetariano nos menus das cantinas públicas do Estado. Os clientes passam a ter a possibilidade de escolher um prato sem produtos de origem animal. Esta medida torna-se cada vez mais óbvia. 

Também em todos os restaurantes de Portugal deveria haver a possibilidade de opção por um prato vegetariano. De facto há muitos portugueses que por razões de saúde ou por princípios éticos procuram, muitas vezes, em vão nos restaurantes um prato vegetariano. Há muitos turistas vegetarianos. Na Alemanha, cerca de 5% da população é vegetariana.

Espera-se que dentro de dois meses o Presidente da República promulgue a lei.

A lei resulta de uma petição de 15.000 pessoas, segundo informa o jornal Público. A lei pressupõe uma grande implementação porque abrange “refeitórios e cantinas de escolas e universidades, hospitais, prisões, lares, autarquias e serviços sociais da administração pública”.

Alimentação vegetariana é mais barata e torna-se numa medida em favor do clima e dos animais.
Quanto às cantinas privadas a lei não constituirá novidade, espera-se.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Espírito no Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4172

IMIGRAÇÃO NOS EUA - A SOLICITAÇÃO DE UMA LEI DE IMIGRAÇÃO NA ALEMANHA



IMIGRAÇÃO NOS EUA - A SOLICITAÇÃO DE UMA LEI DE IMIGRAÇÃO NA ALEMANHA

Nos EUA vivem 32,5 milhões de estrangeiros e 11,1 milhões de ilegais, (destes, 5,8 milhões são mexicanos, 1,7 milhões da américa central, 650 mil da américa do sul e doutras nações 2,5 milhões) como se verifica do Pew Research Center, US US Grenzschutz, AEP. Clinton começou a construir um muro de 1.000 Km em 1994. Muros dificultam mas não impedem. 

A imigração ilegal nos EUA é desde há anos considerada um crime, não só uma infracção administrativa. Muros há também na Hungria, Marrocos e entre a Turquia e a Grécia.

Torna-se sínica a ideia de fechar as portas aos mexicanos e querer enviar muitos dos mexicanos ilegais para o México, precisamente nos EUA cuja parte do território era mexicana antes da formação dos EUA. A longo prazo os mexicanos tornam-se americanos não criando problema de identidade para os EUA. Mais difícil é a questão dos imigrados muçulmanos que concebem a sua vida a partir do gueto e se definem em oposição à sociedade acolhedora. Passadas centenas de anos exigem independência (constituição de estado muçulmano) como aconteceu na antiga Jugoslávia e noutras partes do globo.

Atacar ou defender a imigração torna-se uma questão confusa dado não se fazerem diferenciações nem definições de objectivos a atingir e meios de os conseguir quer para “hóspedes” quer para a sociedade acolhedora. Tudo se move apenas sob o jorro da economia.

Na Alemanha há a exigência de se criara uma nova lei de estrangeiros que facilite a entrada a imigrantes formados e que venham fortalecer a classe média culta. Ter-se-ia uma lei de estrangeiros que diria quem é bem-vindo e quem não. Melhor seria combater as causas do movimento dos refugiados e criar-se uma ordem mundial mais justa. Doutro modo a sociedade continua a jogar com as classes desprotegidas a nível interno e externo (imigrantes a recalcar os desprotegidos da sociedade acolhedora). Temos assim um progresso elaborado a partir da exploração dos grupos precários numa dinâmica de luta entre eles que possibilita a subida de alguns deles.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Espírito no Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4170

sábado, 4 de março de 2017

Conflito Alemanha -Turquia de mãos atadas

ALEMANHA A ACORDAR PARA O PERIGO DO FASCISMO TURCO
Importação de conflitos políticos religiosos e sociais
António Justo
No dia 16 de Abril 58,2 milhões de turcos vão deliberar por referendo a favor ou contra a constitucionalização de uma ditadura presidencial na Turquia. 2,9 milhões de eleitores encontram-se no estrangeiro; na Alemanha vivem 1,4 milhões.

O presidente turco Erdogan e seus ministros pretendem continuar a fazer sessões de propaganda a favor da introdução de um sistema presidencial. Como os turcos da diáspora são muito nacionalistas e nas últimas eleições o partido de Erdogan conseguiu na Alemanha um apoio superior a 60%, Erdogan espera destes que votem pelo seu programa de marginalizar instituições democráticas e obter para o presidente poderes que pertenceriam ao parlamento.

Ministros turcos viram impedidos os seus intuitos de fazerem propaganda pela ditadura ao ser-lhes proibidos os comícios de Gaggenau, Colónia e Frechen. O presidente da cidade de Gaggenau não permitiu o evento nas instalações, onde o ministro turco da justiça (Bozdat) ia fazer propaganda pela reforma antidemocrática; o autarca argumentou com a falta de lugares de estacionamento e de segurança para os visitantes que tadicionalmente assumem em grande número nos seus eventos políticos.

O regime de Erdogan persegue a liberdade de imprensa e de opinião e o seu ministro da Justiça tem a lata de declarar a proibição do seu comício de propaganda como “maneira de agir fascista”.

O tom entre a Turquia e a Alemanha é áspero e a agressividade dos representantes do governo turco tornou-se insuportável. Os inimigos da liberdade e da liberdade de expressão na Turquia usam-se e abusam da liberdade de expressão na Alemanha. O governo alemão deveria ter mais consideração pelos inocentes perseguidos na Turquia. A EU torna-se cúmplice ao fechar os olhos ao que tem acontecido e acontece na Turquia. Na EU e seus membros governa o medo em geral e o medo de governos  imprevisíveis. A Turquia permite-se ser arrogante não só por natureza mas como  estratégia (ad intra) porque sabe que dela depende em grande  parte a entrada de mais refugiados na EU e isso é o que mais assusta os polítcos da EU especialmente em ano de eleições importantes.

A sociedade alemã admira-se de tanta arrogância e atrevimento da parte turca que quer servir-se e abusar da liberdade de expressão na Alemanha para defender posições fascistas e ditatoriais em comícios organizados nos guetos turcos; por outro lado a sociedade pensante admira-se pelo facto do Governo Federal se manter bastante mudo em relação ao agir escandalosamente antidemocrático do Governo de Erdogan e à maneira arrogante como se manifestam os representantes do governo turco na Alemanha. 

O partido “União de Democratas Turco-Europeus” (UETD) é considerado o escudeiro do AKP de Erdogan, tal como muitas das mesquitas turcas na Alemanha.

Importação de conflitos políticos religiosos e sociais

Na Alemanha, a Turquia e muitos turcos exigem, além de tolerância para a sua intolerância, também o direito a propagarem a intolerância.

Na Alemanha em 1961 havia 6.800 cidadãos de nacionalidade turca. Actualmente os
Turcos na alemanha são cerca de 3,5 milhões; na França são cerca de 1 milhão.

Na Alemanha avalia-se o número de curdos turcos em 800.000 e com os curdos do Iraque, Irão, Síria, Arménia e Líbano chegarão a 1,7 milhões. Nos últimos dois anos terá havido cerca de 150.000 curdos que pediram asilo na Alemanha. Curdos na Turquia não podem usar o seu nome curdo.

Curdos e turcos encontram-se em conflito na Turquia e importam o conflito para a Alemanha, especialmente através de governo turco que se comporta em casa alheia como se estivesses em sua casa.

Conflito Alemanha-Turquia de mãos atadas

A 20.03.2015 é celebrado o acordo da EU com a Turquia sobre refugiados, recebendo a Turquia milhares de milhões de Euros para travar o fluxo de refugiados para a Europa, como refere o HNA. Deste modo a EU torna-se dependente da Turquia. A 31.03 o satírico Jan Böhmermann faz uma poesia contra Erdogan; este mete o satírico em tribunal na Alemanha mas perde a questão. No dia 2.06 o Parlamento alemão decide uma resolução condenando e qualificando de “genocídio”  as barbaridades dos turcos contra os arménios há 100 anos. A 22.06, a Turquia proibiu a visita de parlamentares alemães à Base Aérea de Incirlik e, como reacção, a ministra das Forças Armadas Alemãs visita demonstrativamente os soldados alemães estacionados na Turquia. A 15.07 dá-se o golpe de estado falhado; o presidente Erdogan declara o estado de emergência e organiza um golpe às instituições de Estado aprisionando muitas dezenas de milhares de funcionários do Estado. A 2.09 a chanceler alemã declarou a resolução do Parlamento alemão sobre a Arménia como legalmente não vinculativa. A 15.02.2016 as instalações do Instituto religioso Turco-Islâmica (DITIB) são investigadas pelas autoridades alemãs (Imãs espionaram apoiantes de Fethullah Gülen e mandaram informações para o governo em Ankara. Na onda de atemorização e aprisionamentos de jornalistas, a 17.02 o correspondente turco-alemão Yuecel,  do jornal Die Welt é capturado em Istambul com o argumento de fazer  propaganda pelos curdos na resistência, sendo apelidado por Erdogan como um “agente alemão”.

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Espírito no Tempo
Pegadas do Espírito no Tempo http://antonio-justo.eu/?p=4166

quinta-feira, 2 de março de 2017

EMIGRAÇÃO PORTUGUESA – O QUE POLÍTICA E IMPRENSA NÃO ABORDAM



Emigração-Remessas-Aquisição de nacionalidades por portugueses emigrantes

António Justo
Segundo o Relatório Estatístico 2016, em 2015 havia 2.306.321  emigrantes portugueses, dos quais 1.433.482 na Europa, 775.050 na América e 97.789 no resto do mundo.

As Remessas entradas em Portugal em 2015 foram 3.304 milhões de Euros e as saídas de Portugal 523 milhões de Euros.
Segundo o Observatório da Emigração  em 1970 havia 1.284.269 emigrantes portugueses; em 1980: 1.872.021; em 1990: 1.780.764, em 2010: 2.229.620, em 2013:2.028.597 e em 2015: 2.306.321. 

Emigração necessitada é a prova cabal da ineficiência de um regime

Em 2015 registou-se a saída de mais 101.203 emigrantes, dos quais 40.377 permanentes e 60.826 temporários. Este é um fenómeno trágico num Estado vaidoso mas irresponsável para com o seu povo, ao não criar no país as condições de vida para todos poderem ganhar honradamente a sua vida. Constitui negligência e oportunismo político não se agendar uma nova política económica e de parcerias , continuando a viver-se da sangria da nação e das remessas dos emigrantes para equilibrarem o orçamento do Estado. Macabramente, a negligência e a má consciência do Estado em relação aos emigrantes leva a opinião pública a ignorar a sua contribuição ou a menospreza-los. 

Emigrantes por países

Na Alemanha, em 2015 havia 110.384 residentes nascidos em Portugal / 133.929 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 9.195 portugueses. Em 2015 adquiriram a nacionalidade alemã 698 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 255.470.000€ e recebidas de Portugal 4.640.000€.     
                   
Na Suíça em 2015 havia 216.714 residentes nascidos em Portugal / 267.474 residentes com nacionalidade portuguesa. Entraram 12.325 portugueses. Adquiriram a nacionalidade suíça 3.537 portugueses. Remessas para Portugal: 738.128.000€ e recebidas de Portugal 3.846.000€

No Reino Unido em 2015 havia 140.000 residentes nascidos em Portugal / 219.000 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 32.301 em 2015. No mesmo ano adquiriram a nacionalidade inglesa 422 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 156.226.000€ e recebidas de Portugal 6.635.000€.

Na França em 2015 havia 606.897 residentes nascidos em Portugal / 519.500 residentes com nacionalidade portuguesa (1.346.472 registados nos consulados). Tinham entrado 18.000 em 2012. Em 2015 adquiriram a nacionalidade francesa 3,109 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 1.033.120.000€ e recebidas de Portugal 19.030.000€

Nos EUA em 2015 havia 177.431 residentes nascidos em Portugal. Entrada de 857 portugueses. Aquisição da nacionalidade americana 1.690 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 210.220.000€ e recebidas de Portugal 9.280.000€.

Na Espanha em 2015 havia 107.226 residentes nascidos em Portugal / 98.751 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 6.638 portugueses em 2015. Em 2015 adquiriram a nacionalidade espanhola 341 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 127.220.000€ e 13.370.000€ recebidas de Portugal.

Na Áustria em 2015 havia 2.615 residentes nascidos em Portugal / 3.213 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 663 em 2015. Em 2015 adquiriram a nacionalidade austríaca 1 português. Remessas enviadas para Portugal 8.630.000€ e recebidas de Portugal 190.000€.    

Na Bélgica em 2015 havia 34.455 residentes nascidos em Portugal / 42.794 residentes com nacionalidade portuguesa. (Registos consulares 61.376       ). Em 2014 entraram na Bélgica 3.594 portugueses. 112 Portugueses adquiriram a nacionalidade belga. Remessas enviadas para Portugal 66.600.000€ e recebidas de Portugal 1.970.000€.

Na Suécia em 2015 havia 3.583 residentes nascidos em Portugal / 2.344 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 330 em 2015. Em 2015 adquiriram a nacionalidade sueca 66 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 10.175.000€        € e recebidas de Portugal 169 €.

Na Holanda em2015 havia 16.868 residentes nascidos em Portugal / 18.704 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 1.860 em 2015. Em 2015 adquiriram a nacionalidade holandesa 59 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 42.760.000€ e recebidas de Portugal 1.620.000€.

No Luxemburgo, em 2015 havia 92.100 residentes com nacionalidade portuguesa e entraram no Luxemburgo 3.525 portugueses. Aquisição da nacionalidade luxemburguesa por 1.168 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 86,937.000€ e recebidas de Portugal 1.449.000€.   
          
No Canadá, em 2015 havia 238.369 registos consulares; em 2011 havia 140.310 residentes nascidos em Portugal / 23.765 residentes com nacionalidade portuguesa. Em 2015 emigraram para o Canadá 822 portugueses. Adquiriram a nacionalidade do Canadá 1.484 portugueses, em 2014. Remessas enviadas para Portugal 32.490.000€ e recebidas de Portugal 2.180.000€.
                
No Brasil, em 2015 havia 670.760 portugueses registados tendo em 2015 entrado 1.294 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 19.950.000€ e recebidas de Portugal 231.380.000€.   
        
Em Angola, em 2015 havia 134.473 portugueses registados no consulado, tendo entrado 6.715. Remessas enviadas para Portugal 213.120.000€ e recebidas de Portugal 19.540.000€.

Em Moçambique, em 2015 havia 29.360 registos consulares tendo entrado 4.000 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 7.560.000€ e recebidas de Portugal 10.015.000€.

Um Estado, que não se preocupa com a defesa e o crescimento do seu povo e da sua cultura, abdicou de si mesmo, não merece confiança ao contentar-se com uma política de dançarinos do poder no fim da procissão da União Europeia. O regime do 25 de Abril, que antes criticava Salazar pela emigração dos portugueses, motivada principalmente pela fuga à pobreza e pela procura de melhor vida, deveria constatar que também o regime de Abril não conseguiu resolver o problema fundamental que é alimentar e enriquecer o país. Em contrapartida assiste-se em Portugal ao crescimento dos novos-ricos e a uma crescente parte da população a ter de deixar o seu lar, a sua família e a sua pátria na procura do que esta não lhe dá.

O regime de Abril, que canta a liberdade que todos os países europeus têm, não tem, tal como outrora, a capacidade de fazer de um país rico em recursos humanos um país rico na sua produtividade. Pelo contrário continua a viver da ajuda ao seu desenvolvimento pelos emigrantes através do envio das suas remessas. Já não basta aos emigrantes serem obrigados a procurar, noutros países, a vida que o seu país não lhes proporciona e ainda ver as suas remessas mal aplicadas.

A emigração aliada ao reduzido índice de natalidade constituem um abalo demográfico.  É humilhante para o cidadão pô-lo em condições de ter de emigrar e com isto a criar um défice de população que constituirá fraude às gerações que agora trabalham e amanhã não terão quem lhes pague as reformas e é crime contra as gerações vindouras que amanhão terão de pagar os défices do Estado.  

Por outro lado, em Portugal vivem 388.731 estrangeiros. Muitos dos imigrantes da europa que chegam a Portugal são atraídos pelo regime fiscal e como tal já fora da idade de ter filhos, aquilo que Portugal mais precisaria para impedir o envelhecimento drástico da população.

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Espirito no Tempo http://antonio-justo.eu/?p=4163