terça-feira, 13 de junho de 2017
PARABÉNS AOS ANTÓNIOS NESTE DIA DO SEU ONOMÁSTICO (SANTO ANTÓNIO)
Nasceu em Lisboa, 15 de agosto de (1191-1195) e morreu em Pádua, a 13 de junho de 1231. Por isso é conhecido como Santo António de Lisboa e como Santo António de Pádua; jaz na Basílica de Santo António de Pádua.
Teólogo, místico, asceta, o Doutor da Igreja é um santo popular e como tal mais conhecido como santo milagreiro, das coisas perdidas, dos responsos e casamenteiro, o patrono das festas populares.
Coloco aqui algumas frases ditas pelo santo:
“Deus é Pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs.”
“A paciência é melhor maneira de vencer.”
“Não poderás levar os fardos de outrem, se não depuseres primeiro os teus. Alivia-te primeiro dos teus, e poderás levar os fardos de outrem.”
“Antes de entrar um raio de sol em casa, não aparece dentro, no ar, o pó; se, porém, entrar um raio de sol, parece cheia de pó.”
“A palavra é viva quando falam as obras. Cessem, pois, as palavras e falem as obras. Estamos cheios de palavras, mas vazios de obras!”
“É raro o dano que não provenha da abundância”.
“O estrume reunido em casa exala mau cheiro; disperso, fecunda a terra. Assim acontece com as riquezas: devem ser dispersas, isto é, distribuídas e restituídas aos pobres, que são seus donos, e assim hão de fecundar a terra do espírito e fazê-la frutificar”.
“Usa mais vezes os ouvidos do que a língua.”
"Quem ama não conhece nada que seja difícil."
“A fé compara-se ao peixe. assim como o peixe é batido pelas frequentes ondas do mar, sem que morra com isso, também a fé não se quebra com as adversidades”.
“O hipócrita assemelha-se ao pavão: ao ser provocado pelas crianças, mostra o esplendor das suas penas e, quando faz rodar a cauda, descobre torpemente o traseiro”.
Frases em “Obras completas de Santo António de Lisboa”.
Junto aqui o responsório a Santo António, muito conhecido nas devoções populares:
Responso de Santo António:
Se milagres desejais,
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.
Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão
E no lugar do furacão
Cede o mar embravecido.
Todos os males humanos
Se moderam se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
E digam-no os lusitanos.
Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.
Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Rogai por nós, bem-aventurado António.
Para que sejamos dignos das Promessas de Cristo.
Oração a Santo António, para achar objectos perdidos
Eu vos saúdo, glorioso Santo António,
fiel protector dos que em vós esperam.
Já que recebestes de Deus o poder especial
de fazer achar os objectos perdidos,
socorrei-me neste momento,
a fim de que, mediante vosso auxílio,
eu encontre o objecto que procuro...
Alcançai-me, sobretudo, uma fé viva,
uma esperança firme, uma caridade ardente
e uma docilidade sempre pronta aos desejos de Deus.
Que eu não me detenha apenas nas coisas deste mundo.
Saiba valorizá-las e utilizá-las
como algo que nos foi emprestado
e lute sobretudo por aquelas coisas
que ladrão nenhum pode nos arrebatar
e nem iremos perder jamais.
Assim seja.
sábado, 10 de junho de 2017
DIA DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS 2017
Obrigado senhor Presidente Rebelo de Sousa
António Justo
O Presidente Rebelo de Sousa no dia das comunidades, visita os portugueses
emigrados na tentativa de criar pontes entre as comunidades portuguesas e
Portugal.
Com a visita a Paris e agora ao Rio de Janeiro (São Paulo e Recife), o Presidente
procura simbolicamente compensar, a nível afectivo, a ligação de Portugal aos
portugueses, como que numa tentativa de remediar uma carência emocional
positiva da sociedade portuguesa para com os seus compatriotas fora do país.
De facto, na opinião pública portuguesa nunca se deu relevância aos emigrantes
nem ao seu relevante significado para o desenvolvimento económico do país.
Mais vale tarde que nunca! A má consciência das elites portuguesas perante
o fenómeno da emigração e uma certa inveja depreciativa de grande parte da camada
popular, por vezes, também fomentada por algum emigrante turista, parece
começar a mudar-se para melhor.
Obrigado senhor presidente Rebelo de Sousa! A sua visita talvez dê aos Mídias
portugueses a oportunidade de focarem os aspectos positivos que os Emigrantes
trouxeram para Portugal, apesar do desconsolo e do desperdício que significa
para uma nação o facto de muitos dos seus cidadãos terem de emigrar.
Ainda sobre o 10 de Junho de uma outra perspectiva: 10 de Junho
http://antonio-justo.eu/?p=3163
António da Cunha Duarte
Justo
Pegadas do Tempo http://antonio-justo.eu/?p=4297
sexta-feira, 9 de junho de 2017
ELEIÇÕES NO REINO UNIDO
May perdeu
parte do eleitorado, mas com os Unionistas Democráticos conseguirá um certo à
vontade na governação. Equivocou-se ao querer antecipar as eleições numa altura
em que os conservadores se encontravam de vento em popa. A sua argumentação de
querer um mandato forte para melhor poder conduzir as negociações do Brexit com
a EU foi deslegitimada nos seus objectivos, pelas eleicções. Em consequência
das eleições o RU deveria conduzir um Brexit mole e não duro, ao contrário do
que ela queria. Facto é que as diferentes regiões do RU querem, apesar do
Brexit, permanecer no mercado interno europeu e manter a isenção de impostos e
maiores concessões em relação à imigração.
Perdeu porque
queria ganhar à custa dos já débeis; com o seu primeiro plano de pacientes com
demência terem de gastar todo o seu capital (posses) na sua assistência e
cuidados, alarmou o eleitorado. A redução de 19.000 de quadros da polícia
quando ministra do interior, foi uma outra chamada de alerta.
António da
Cunha Duarte Justo
Pegadas do
Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4294
quinta-feira, 8 de junho de 2017
COPA DO MUNDO EM PERIGO NO QATAR
Vice-presidente do Parlamento alemão contra o Mundial 2022 no Qatar
António Justo
Qatar tem de resolver o conflito, com os seus seis parceiros árabes, se não
quer ver em perigo a realização da Copa do Mundo de Futebol em 2022. Se a FIFA
e o mundo ocidental não usassem uma atitude hipócrita o Qatar teria sido
obrigado a renunciar ao apoio económico do terrorismo internacional para poder
ver realizada a Copa mundial no seu emirado.
Cláudia Roth, vice-presidente do Bundestag alemão declarou-se contra a
adjudicação da Copa do Mundo em 2022 no Qatar advogando a revisão da atribuição
(HNA, 07.06). De facto, não sendo Qatar “um país de futebol”, a adjudicação
nada tem a ver com o “desporto, mas com o dinheiro”. Qatar não considera as
normas básicas de direitos humanos e além disso houve “corrupção na
adjudicação”.
Também o presidente alemão da DFB, membro novo na FIFA, se pronunciou
contra a concessão de torneios a países que apoiam o terrorismo, alegando que
adjudicações só deveriam ser feitas a países que defendam o respeito dos
direitos humanos, a liberdade de imprensa e respeitem normas ambientais.
A FIFA sem
requisitos morais, tem-se mostrado apenas interessada no dinheiro. Por isso não
teve escrúpulo em aceder a realização da Copa do Mundo num país que apoia
activamente o terrorismo.
O clube Real Madrid acedeu a tirar a cruz cristã da coroa do seu emblema
nos produtos a serem comercializados no mercado árabe por uma firma têxtil que
comprou os direitos de comercialização de produtos relacionados com o Real
Madrid (Tischerds, etc.) nos Emirados Árabes Unidos. O club fez uma parceria
com o banco Abu Dhabi dos Emirados Árabes (Arábia Saudita, Qatar, Kuwait,
Bahrain e Omã). Quando se trata de negócios com os árabes, os europeus
renunciam até aos símbolos da sua identidade. De facto, identidade e honra, não
são materiais com que se faça dinheiro; os
árabes jogam na avançada porque possuem identidade, honra e dinheiro.
Em contrapartida os europeus mostram-se tolerantes, à sua maneira,
suportando na Europa o uso do lenço como confissão e propaganda aberta pelo
arabismo retrógrado. Em nome da liberdade (e ainda bem para a liberdade!) dizem
bem ao uso do véu na cabeça, como legítimo símbolo cultural do domínio do homem
sobre a mulher, precavendo assim o atractivo bom-exemplo da mulher submissa!! A
intolerância conta com a força do dinheiro e com a disponibilidade dos que se
deixam comprar. O dinheiro e o negócio
juntam interesses sem que se misturem!
Qatar é um grande patrocinador do terrorismo
Qatar, um emirado do Oriente Médio, fomenta o islamismo e apoia a Milícia
Hezbollah na Síria e no Líbano. Apoiou o movimento terrorista “irmandade
muçulmana” no Egipto, apoiou os islamistas sunitas na Tunísia contra a
juventude reformista dando milhões ao Partido Emndha, parceiro da Irmandade
Islâmica, que assumiu lá o governo; apoia a organização terrorista Hamas que
governa na Faixa de Gaza; apoiou o movimento da Primavera Árabe no sentido dos
islamistas saírem como vencedores em todo o norte de áfrica; deste modo,
apoiando-os com dinheiro defendia-se deles. Se o movimento se democratizasse
constituiria um perigo à porta. Apoia a insurreição islamista em todo o mundo
porque esta é a melhor maneira de impedir a democracia e a liberdade que se
tornaria numa ameaça para a monarquia absolutista de Al-Thani, que tem Qatar
nas mãos através dos seus milhares de familiares; os cidadãos não pagam
impostos. A estratégia de desestabilizar os vizinhos tem tido sucesso.
A potência económica Qatar faz tudo isto, pela porta traseira não
oficialmente, para poder negociar à vontade com o Ocidente que hipocritamente,
por razões económicas, fecha os olhos aos fomentadores do terrorismo e em casa
contenta os cidadãos com palestras vistosas de que o Estado já não pode
assegurar a segurança dos cidadãos nas grandes cidades! 14%
das acções da VW e do Deutsche Bank estão nas mãos de Qatar.
A família monárquica Al-Thani, mantem-se no poder desde há gerações.
Já o poeta e dramaturgo comunista Bertolt Brecht dizia “primeiro está o comer e depois a moral”!
António da Cunha Duarte
Justo
Pegadas do Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4289
terça-feira, 6 de junho de 2017
NAS SOMBRAS DE TRUMP – QATAR BLOQEADO E O IRÃO NO ALVO
Mais um problema que Trump cria à Alemanha!
António Justo
Qatar está a ser isolado (desmascarado?) pelos países irmãos Arábia
Saudita, Egito, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Líbia, Maldivas e Iémen.
Estes países cortaram relações com o Qatar (a 05.06) pelo facto de este
apoiar o terrorismo e de dar acolhimento aos grupos terroristas: milícia Jihadista,
Estado Islâmico, Al Qaeda e Irmandade Muçulmana.
É verdade que o Irão apoia terroristas, mas a Arábia Saudita fomenta o
extremismo religioso na vertente do
neofundamentalismo salafista (continuação no exterior do wahhabismo da Arábia
Saudita que defende a aplicação da sharia); apoia-o na a construção de Mesquitas em todo o
mundo, o que é visto como bom em muitos países pelo investimento económico que
isso significa. Os salafistas procura fomentar a expansão muçulmana, especialmente,
na Europa. O seu programa de distribuição pública e gratuita do Corão em muitas
cidades europeias revelou-se como estratégia de angariar elementos muitas vezes
posteriormente radicalizados.
Quase todos as redes terroristas até agora identificadas na Alemanha se
encontram no meio salafista ou sob a sua influência.
Trump levou à Arábia Saudita um negócio de 310 mil milhões de Dólares em armas
e declarou o terrorismo xiita como muito perigoso. A situação revela-se num bom
negócio para a América, mas numa catástrofe para a região que não sairá das
contendas entre sunitas e xiitas na luta pela supremacia na região e de que
outros se aproveitam.
Qatar tem grandes investimentos na Alemanha, possuindo acções no Grupo VW, Deutsche
Bank e na empresa de construção Hochtief. Mais um problema que Trump cria à
Alemanha!
Trump deixou, na Arábia Saudita, o aviso ao Irão xiita e agora, nas suas sombras,
os irmãos sunitas parecem dispostos a concretizar a mensagem de Trump.
Em questões de muito negócio os interesses cautelares recomendam a expressão
moderada! O negócio move tudo, o resto é infelizmente música de acompanhamento.
António da Cunha Duarte
Justo
Pegadas do Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4286
segunda-feira, 5 de junho de 2017
A MÚSICA É A VOZ DA PAZ - UMA ARAGEM DIVINA A AFAGAR O MEDO
Música é a voz de Deus em ritmo religioso e profano
Fantástico, este espectáculo de beneficiência! Ariana Grande afirma a vida contra a morte, o amor contra o ódio! Concerto na íntegra.
O relativismo cultural que domina a cena pública tem favorecido a tolerância da desarmonia e a dissonância como ritmo comum.
A música diz não ao mundo rival convertendo as diferenças do texto e do discurso em ritmo livre que leva à harmonia e à felicidade. Na música ouve-se a mensagem dos anjos, a fala de Deus em voz religiosa e profana. Ela deixa-nos sem fala e possibilita-nos ouvir a próprio voz interior e nela saborear os acordes da harmonia.
A música reúne no sítio da poesia o espírito e a matéria na mais simples expressão comum de felicidade. Nela se expressa a saudade da felicidade e se resolvem os problemas do entendimento. A música conduz à postura honesta que nos torna dignos pois nos afina e dá forças para cantarmos a vida em harmonia ao ritmo do universo.
António da Cunha Duarte Justo
domingo, 4 de junho de 2017
PORTUGAL EM 3° LUGAR NO ÍNDICE GLOBAL DA PAZ
Países Lusófonos a Caminho – Europa: a Região mais
pacífica do Globo
António Justo
O Instituto
para Economia e Paz (IEP)
apresentou o Índice Global de Paz (IGP 2017), baseado na análise de 163 países e coloca Portugal em
terceiro lugar no Ranking das nações mais tranquilas.
Países Lusófonos
A classificação da Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa (CPLP) é encabeçada com o 3°. lugar para Portugal, seguida
do 53°. para Timor Leste; 61°. para Guiné Equatorial; 78°. para Moçambique; 100°.
para Angola; 108°. para o Brasil; 122°. para Guiné Bissau.
Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe
não entraram na análise.
Segundo IEP Portugal passou do quinto para o
terceiro lugar, ultrapassando a Áustria na classificação da posição mundial,
devido, sobretudo, a uma recuperação constante na sua crise financeira, o que
levou a uma maior estabilidade interna para o país.
Critérios para a classificação dos países
Como factores para a classificação dos países, os cientistas servem-se dos seguintes grupos de
indicadores: 1. Os conflitos no país e
no exterior: número e duração de conflitos com outros países, e o número de
mortes por violência organizada; 2. Segurança
Social: instabilidade política e probabilidade de manifestações violentas e
do número de detidos nas prisões; 3. Militarização:
quanto dinheiro disponibiliza o país para as suas forças armadas, número de
soldados disponíveis e se tem armas nucleares.
Os 10 países com mais paz e menos violência
1.Islândia, 2. Nova Zelândia, 3.
Portugal, 4. Áustria, 5. Dinamarca, 6. República Checa, 7. Suíça, 8. Canadá, 9.
Japão, 10. Irlanda.
Entre outros: 16. Alemanha, 23. Espanha, 38. Itália, 41. Reino
Unido (ainda sem o recente ataque terrorista), 51. França, 137. Índia, 151.
Rússia, 161. Iraque, 162. Afeganistão,163. Síria.
Na carta apresentada pelo IEP a Rússia
encontra-se com a cor vermelha tal como a Síria; até o Egipto tem um melhor
índice de paz que a Rússia, o que parece questionável.
O
relatório coloca a Europa como a região mais pacífica do mundo. O projecto União
Europeia tem sido, certamente, um factor de garantia de paz. Apesar da guerra na
Jugoslávia e do bombardeamento da Sérvia, nos anos 1990, a paz tem-se
estabilizado, apesar de certos indícios de insegurança e medos a aumentar.
Apesar do
cancro da guerra em muitos países e do terrorismo islamista a esperança é maior
que o medo!
O facto
de alguns se afogarem na praia não justifica que se traga colete salva-vidas na
banheira.
O importante
é assegurar a paz sem que isso aconteça à custa da exploração de outros. O
Estado, as instituições e os indivíduos terão de se empenhar no grande projeto
de criar uma cultura de afirmação pela paz.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas
do Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4278
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