sexta-feira, 18 de outubro de 2019

BREXIT: FINALMENTE SURGIU LUZ NO FIM DO TÉNEBRE TÚNEL


Irlanda com Perspectivas de Futuro

António Justo
Com o novo acordo do “Brexit” de Johnson, entre Londres e Bruxelas, é criado um bom precedente que possibilita uma participação comum do RU e da EU nos destinos da Irlanda. Se não for criado um estatuto próprio para a Irlanda do Norte continuará o problema por resolver de uma situação entre União Aduaneira e o Mercado Único. O compromisso proposto mantém em aberto a esperança para a EU e para uma futura Irlanda mais independente.

Ficou claro que o Brexit não será adiado para lá do 31 de Outubro e foi acordada uma fase de transição até final de 2020. O reino Unido permanece no mercado único da UE e na união aduaneira europeia. Os 3 milhões de cidadãos da EU residentes no RU e um milhão de britânicos residentes na EU continuam, também depois de 2020, com os mesmos direitos que tinham até agora, no entender da imprensa alemã. O calcanhar de Aquiles ainda continua a ser a oposição e os Unionistas da Irlanda do Norte que rejeitam o acordo no parlamento.

No Reino Unido discute-se, nem sempre ao agrado de todos. De não esquecer, que apesar dos egoísmos nacionais próprios das grandes potências, o RU é um grande e velho país onde princípios de democracia começaram por se afirmar na Europa. 

Não se pode comparar os interesses deste país com a maior parte dos interesses dos países da EU qua andam mais ou menos atrelados a ela. 

Bruxelas também cometeu muitos erros não acautelando muitos interesses ligados ao conceito de Nação que, países grandes conscientes do seu poder e soberania não abdicam facilmente. Em jogo estavam interesses económicos e a defesa de interesses considerados inalienáveis para uma nação e uma demasiada submissão a interesses também eles legítimos de Bruxelas no mundo: isto foi um dos motivos do Brexit. Os interesses nem sempre são só de estómago, por vezes, passam também pela cabeça!

António da Cunha Duarte Justo
 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

RESULTADOS DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2019 NA DIÁSPORA PORTUGUESA E APURAMENTO NACIONAL FINAL



António Justo

Finalmente (17.10.2019) foram apurados os resultados dos votos das eleições legislativas na emigração.

O círculo eleitoral da Europa, com direito a dois deputados, elegeu um deputado para o PS (29,06%) e um para o PSD (18,77%). No círculo fora da Europa, também com direito a eleger dois deputados, foram eleitos os dois partidos: PSD com 33,39% e PS com 20,19%. A nível de votos o PAN também recebeu 4,84% dos votos, o Bloco de Esquerda 4,75%, o CDS-PP 3,36% e o PCP-PEV 2,04%

Só 158 000 emigrantes votaram (dos 1.441.344 eleitores inscritos). Houve irregularidades, mas, como se trata dos fracos emigrantes, a política não liga; eles também não!

A participação caricata de 10% dos emigrantes inscritos nas eleições, é também ela, um factor que explica e legitima, em parte, o desinteresse das organizações partidárias e dos governos no empenho pelos emigrantes. 

Os emigrantes passam a interessar apenas no sector económico e este deve ser calado porque daí poderia resultar maior inclusão de interesses!

O resultado das eleições torna-se numa situação embaraçosa para todos as partes e explica o alibi democrático e político da eleição de quatro deputados para toda a diáspora. Em tal situação também não se pode exigir mais. 
 
Ninguém dá nada a ninguém e parra exigir é preciso voz!!

RESULTADO NACIONAL

Das eleições legislativas 2019 resultaram eleitos, para a Assembleia Nacional, 108 deputados para o PS (36,34%), 79 deputados para o PSD (27,76%), 19 deputados para o Bloco de Esquerda (9,52%),12 deputados para a CDU (PCP-PEV) (6,33%), cinco deputados para o CDS-PP (4,22%), quatro deputados para o PAN (3,32%), um deputado para o Chega (1,29%), um deputado para a Iniciativa Liberal (1,29%) e um deputado para o Livre (1,09%).

A taxa de abstenção foi de 51,43% e votos em branco 2,51% e votos nulos 2,36%.
A representação democrática em Portugal revela-se assim muito fraca, dado o partido da maioria silenciosa abstencionista ser de 51,43%.

Perante tal facto os partidos terão mais razão para calar do que para regugizar!


António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=5640

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

QUATRO AUTORES PORTUGUESES ENTRE OS 100 MAIORES DA HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL




Na segunda-feira, 14.10.2019, morreu Harold Bloom em New Haven na idade de 89 anos; é um intelectual crítico literário americano que alcançou fama internacional com os seus escritos de crítica literária.

Na sua análise das obras literárias de relevo mundial colocou quatro portugueses entre os cem melhores criativos: Luís Vaz de Camões, Eça de Queirós, Fernando Pessoa e José Saramago.

Na sua obra “Génio”, faz a sua listagem. Mais pormenores de grande interesse para professores e consumidores de cultura, 
em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=5638
António Justo