domingo, 5 de julho de 2015

TEMOS PAÍSES MAS FALTAM-NOS NAÇÕES – NECESSIDADE DE UMA CONFERÊNCIA DA DÍVIDA





O que está em causa é o neoliberalismo globalista e a carruagem dos estados a ele atrelados que abdicam da própria soberania.
Os políticos, para melhor sobreviverem depois de cada legislatura, exportam sistematicamente a dívida e o sistema financeiro serve-se da dívida permitida pelas classes políticas atreladas ao Estado para impor a austeridade interna e viver das desigualdades dos países; cada vez se pode falar menos de nações!
Para se resolverem os problemas da Europa a sério, teria de ser convocada uma Conferência da dívida de todos os países da UE. Uma resolução dessa conferência teria de anular grande parte das dívidas dos países em situação mais frágil. Há já precedentes como no caso da Alemanha depois das duas grandes guerras pelo facto de se encontrar arruinada e destruída. O sistema neoliberalista destrói sistematicamente as economias nacionais frágeis. São movimentados dinheiros para servir credores do mundo financeiro que levam à bancarrota do Estado e serve somente o mundo financeiro. Desde 2008 (crise dos bancos) o PIB da Grécia desceu 27%; a taxa de desemprego atingiu os 28% (da juventude 50%. A Troika deveria perdoar metade das dívidas de países em situação como Portugal e Grécia. Fazê-lo para com a Grécia e não para com outros seria uma imposição injusta. Doutro modo os lobos continuarão a uivar e o povo d correr descalço para casa.
A crise da dívida na Grécia é a crise da dívida da União Europeia. O referendo da Grécia embora malfeito terá bons resultados: no caso do sim à austeridade teria de haver eleições antecipadas.


António da Cunha Duarte Justo

PROTECÇÃO DE FALÊNCIAS BANCÁRIAS NOS 28 PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA





Na Alemanha e na UE a partir de 3.07 tem vigor a proteção contra falências bancárias. Cada cliente bancário tem a sua conta bancária protegida até 100.000 Euros por cliente e por banco.
DESPESAS COM O ORÇAMENTO DE DEFESA NA ALEMANHA E EM PORTUGAL
As Forças Armadas Alemãs dispõem de um orçamento anual de trinta e três mil milhões de euros. O correspondente orçamento das Forças Armadas de Portugal é de 2.216,1 milhões de euros (Cf. orçamento do Estado 2015: http://www.jn.pt/infos/pdf/relOE2015.pdf)
A despesa militar da Grécia é de 3,3 mil milhões de euros. (A Troika exigia da Grécia que poupasse 5 mil milhões de euros no seu orçamento geral).
A Alemanha gasta por ano 1,2% do Produto Interno Bruto no orçamento de defesa. Os EUA gastam 4%.


António da Cunha Duarte Justo

A CRISE DA GRÉCIA CASTIGA FORTEMENTE OS PORTUGUESES




A crise castiga as economias fracas obrigando-as a pagar juros mais altos pelos empréstimos e ajuda a economias fortes baixando-lhes os juros das suas dívidas.

Com a crise da Grécia dos últimos dias os juros da dívida a 10 anos de Portugal subiram em 30 pontos para 3,0380% enquanto os juros a 10 anos da Alemanha desceram 15 pontos para 0,74% e para a França desceram 9 pontos para 1,1880%. A Espanha paga pelas suas dívidas 2,3450% de juro e a Itália 2,3920%.

A Crise da Grécia é o barómetro da crise europeia. A UE apoia o negócio dos bancos e castiga os cidadãos.
Portugal tinha, no final de 2014, uma dívida pública de 225,28 mil milhões de euros o que corresponde a um endividamento de 21.604 euros por cidadão. Em 2014, Portugal teve de pagar aos credores perto de 7,2 mil milhões de euros de juros da dívida pública. Esse valor representa cerca de 4,3% do PIB. (Este ano terá de pagar mais ou menos a mesma quantia)
A Alemanha tinha 2.170 mil milhões de euros de dívida, o que corresponde a 26.867,26 euros por cidadão.


António da Cunha Duarte Justo

UM FACTO QUASE ANEDÓTICO


UM FACTO QUASE ANEDÓTICO
Em Dusseldórfia, uma mulher de 56 anos foi condenada a pagar uma multa de 200 euros por difamação, por ter dito “Tu garota” (Du Mädchen) a um polícia. Ela acompanhava o marido no carro quando este teve um controlo de trafego da polícia.
Na sala de tribunal a mulher procura defender-se afirmando que não tinha dito „Tu garota” (Du Mädchen) mas sim “um conto de fadas” (n’Märchen). Três testemunhas polícias contradisseram-na e o marido dela, vendo o caso mal parado, disse: “Ela nunca diria uma coisa dessas a um touro”. Então houve grande alvoroço na sala!
A mulher teve que pagar a multa mas o homem foi consolado para casa.
PS: Devo esclarecer que na Alemanha os jovens costumam apelidar os polícias de “touros”!

António da Cunha Duarte Justo