quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Scientology – Contra a Constituição?

Os ministros do interior dos estados da República Federal Alemã e o ministro federal do interior pretendem alcançar a proibição da Organização Cientology.

Todos os ministros mostram a convicção que Cientology, além de objectivos contra a constituição, segue objectivos totalitários, como declarou, na Sexta-feira passada, o presidente da conferência dos ministros do interior, Ehrart Körting (SPD). Numa primeira fase pretendem a recolha de informações a nível central com o objectivo de elaborar um possível processo para a proibição da Associação.

Sientology é acusada de ser uma seita que pretende o status duma religião mas que recusa o sistema de direito democrático, encontrando-se nos seus escritos passagens difamadoras da democracia; além disso, muitos membros dissidentes sofrem perseguições

As informações dadas por antigos membros confirmariam as tendências da organização contra a dignidade humana e contra o direito ao auto-desenvolvimento, que são anulados através de técnicas psicológicas manipuladoras.

Segundo o Ministério Federal para a Família, a doutrina cientológica leva “frequentemente à dependência psicológica e económica”.

O fundador da seita, Ron Hubbard, terá criado com a sua doutrina, um plano totalitário para um novo homem. Um ser humano que deve renunciar à individualidade, liberdade e bens em benefício duma seita que quer minar por dentro os valores fundamentais duma sociedade livre.

Na Alemanha, na opinião pública, Scientology é considerada como uma psico-seita orientada para a maximização do lucro, sem escrúpulos, à caça de almas e que explora e intimida os seus membros.

A organização tem 6.000 membros na Alemanha, o que não justificaria “apontar com canhões contra pardais”. Como em grande parte das discussões públicas, o rubro da discussão pode não passar dum populismo barato.

Infelizmente, a nossa sociedade de fé democrática, cada vez se vê mais na necessidade de se afirmar falando mal dos pretensos adversários sem uma discussão séria sobre os diferentes assuntos e doutrinas. Não é saudável o ataque ao fascismo de organismos como o da Scientology e por outro lado justificar-se o fascismo religioso islâmico. Dois pesos, duas medidas.

Tenho a impressão que o que motiva o apelo ao perigo da Scientology é mais o medo dos estabelecidos no poder perante uma organização que se dirige inteligentemente às elites. E o que leva os mesmos a encobrir o perigo fascista islâmico é o medo dum povo bem informado que lhes poderia estragar o negócio multicultural.

Parece vivermos no mundo em que a ordem do dia é: lavagem ao cérebro do outro, cada qual à sua maneira! O povo indefeso e incauto é sempre o menino sujo a ser lavado.

António Justo

1 comentário:

Anónimo disse...

Scientology
tal como a
Maçonaria são seitas que procuram dominar os lugares altos da sociedade. São redes de elites que em nome do bem indrominam o povo e de que se servem as elites corruptas.
Cumprimerntos