quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Quer a Alemanha para si o Investimento nos Refugiados e para os Países à Margem da EU os Problemas?


EXTORSÃO DAS POTÊNCIAS DA EU AOS PAÍSES MAIS DISTRAÍDOS E ECONOMICAMENTE DESORGANIZADOS
António Justo
Quase todos os partidos alemães apoiaram a política de “boas-vindas” aos refugiados, iniciada por Merkel, tendo ela, para isso desrespeitado os acordos europeus. Como medida do governo alemão para a Alemanha não há nada a obstar. Os partidos da esquerda chegaram até a apoiar a sua política quando o CSU (partido da coligação) colocava perguntas sobre a maneira de modelar a imigração de forma organizada. O que é de abrir os olhos é a Alemanha, em nome da solidariedade querer impor a distribuição de refugiados pelos países à beira da bancarrota.

Este ano haverá eleições em vários estados alemães. Agora que se aproximam as eleições, os partidos sabendo que a maioria do povo critica a política de Merkel e dos partidos da Coligação e da Oposição, para não serem tao castigados nas eleições, criticam agora a política de Merkel empurrando a solução dos problemas que a Alemanha criou para os países da União Europeia.
Agora falam sobre “o não sucesso” da política alemã de refugiados e por toda a nação se levanta o descontentamento e a voz que a EU “não nos deixe sós”. “Quem não recebe refugiados tem que pagar” diz claramente Dzdemir dos VERDES. 

 Para as potências europeias a única coisa que conta é o dinheiro e a economia que controlam. Ao acabarem com as fronteiras do mercado interno europeu destruíram, com um prato de lentilhas, as bases da economia portuguesa; agora que provocaram uma imigração descontrolada, porque precisam de forças novas para o mercado de trabalho (e para a disciplinação do operariado carente na Alemanha e na Europa) e para compensar a falta de natalidade alemã, querem que os mais carenciados dos refugiados sejam distribuídos pela EU. 

Destruíram a economia das pequenas e médias empresas portuguesas, puseram os nossos mares à disposição de grandes empresas marítimas, controlaram as direcções nacionais através das Agências europeias, receberam os emigrantes portugueses bem formados e agora querem mandar para Portugal e para os países da margem os emigrantes sem formação.

O Governo português não terá emenda e em troca de uns lugares bem pagos em organizações internacionais para personalidades dos partidos e numa de “Maria-vai-com-as-outras” continuará a vender Portugal.
António da Cunha Duarte Justo

4 comentários:

Anónimo disse...

Sempre disse que os portugas venderam a alma quando aceitaram as imposições para aderir a UE e ao Euro.
Mauro
In Diálogos Lusófonos

António da Cunha Duarte Justo disse...

Exactamente, caro Mauro Andrade Moura!
O problema é velho! Uma elite fraca e oportunista “torna fraco um forte povo”. E o povo come o que as elites lhe dão através dos meios de comunicação social.
Cordialmente
Justo

Anónimo disse...

Olá, António Justo, bom dia!
Cheguei a esta triste conclusão quando passei a procurar maiores informações a respeito das condições gerais do comércio interno e exterior de Portugal, daí uns portugas diziam-me que já não se produzia mais nada por lá, outros que o mar já não era dominado pelos portugueses e, o extremo, é que Portugal já não tem moeda própria.
Fui comparando os fatos e vivências e passamos por algo parecido aqui no Brasil, afinal de contas vivemos sob as amarras do FMI por pelo menos 20 anos, travou tudo, a produção industrial não acontecia, o comércio interno desapareceu, passamos por estas duas décadas vivendo de vender matéria prima ao mercado exterior e nossa moeda havia virado pó.
Espero por melhores dias para Portugal e sua gente,
Mauro

António da Cunha Duarte Justo disse...

De facto, o problema não é só português. Numa altura da História em que a economia e a política, por razões globalistas tende a ter menos referências nacionais e a afirmar-se à custa dos interesses dos povos das nações, em benefício de uma relação/negociação a nível de grandes blocos, tudo entra em vertigem. Dado a História ser escrita e determinada pelos mais fortes, os países da Europa pensam que para serem mais fortes e melhor concorrerem com a América, Rússia e China, etc., seria conveniente organizam-se no bloco EU para que o mais forte continue a determinar o andamento da História. Os países pequenos, vão vivendo economicamente ao nível da sobrevivência dia-a-dia, não tendo tempo nem a possibilidade de previsão do desenvolvimento da economia geral. Como as grandes potências determinam o desenvolvimento da economia os países economicamente fracos andam sempre a coxear atrás dos fortes, não lhes restando outra alternativa: como as nações mancam atrás das potências, assim o povo das nações manca atrás das suas elites. Daí a perpetuação da queixa. Ou melhor: PERPETUAÇÃO DA EXPLORAÇÃO E DA QUEIXA!