terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O FANATISMO EMPURRA O MUNDO – ATENTADO CONTRA CRISTÃOS COPTAS


Domingo, 12.12.2016 o ministro egípcio da saúde deu conhecimento de um atentado muçulmano no Cairo numa igreja copta. O atentado provocou 25  mortos e 49 feridos, durante uma missa.

Mais um atentado à conta do Islão, que alguns teimam em afirmar ser uma "religião da paz". Pelo que a realidade mostra por todo o lado, não. Pela paz é, certamente, a maioria dos muçulmanos mas o islão não. Em nome dele, sem contradição das massas muçulmanas, se cometem imensas barbaridades contra a humanidade.

Os cristãos coptas, uma comunidade cristã antiquíssima em toda a região constitui hoje uma minoria de 10% da população egípcia.

Al-Sisi, o presidente, decretou um luto nacional de três dias. De facto, a “Irmandade Muçulmana” é uma ameaça contínua não só para os cristãos mas também para os muçulmanos que querem viver em paz e sossego.

Os fanáticos muçulmanos determinam não só a imagem mas também a actualidade do islão. Em nome da honra do Islão assassinam e destroem enquanto os civilizados explicam as suas barbaridades em nome da compreensão e da tolerância.

Será que a História lhes dá razão ao provar que quem se afirma com fanatismo e  mais violência cria os pressupostos do futuro que então os legitim e lhe dão razão... Porque será que no mundo ainda há tanta gente a viver da produção e do uso das armas e do combate por ideologias?
António da Cunha Duarte Justo

6 comentários:

Anónimo disse...

Eu já não sei em nome de quem é que eles cometem tais atrocidades… É um horror..
Maria Carolina Almeida
Fb

António da Cunha Duarte Justo disse...

Para se perceber em nome de quem agem será necessário ler-se o Corão e conhecer-se as Hadithe que são as orientações (Sunnah) de Maomé e têm caráter normativo.

Anónimo disse...

A Fraternidade Muçulmana é sunita wahabita e não faz a exegese do Corão pelo que actua «à letra». Quem a financia? A Casa Real Saudita, cheia de petrodólares.
Como resolver a questão?
Na impossilidade de levar os wahabitas à exegese do Corão, os EUA promoveram e conseguiram a autosuficiência energética assim tirando o tapete debaixo dos pés aos sauditas. O futuro não distante nos dirá algo…
Henrique Salles da Fonseca
Fb

António da Cunha Duarte Justo disse...

Exactamente, Dr Salles da Fonseca!
O problema fundamental do Islão vem do facto de não permitir uma análise historico-crítica (fazer teologia) do Corão e como o corão é considerado a inlibração de Deus os seus clérigos e representates não permitem uma interpretação, pelo que é levado à letra (nem se permitem apor notas explicativas ao livro Corão). Para complicar tudo mais ainda o Islão (sunita e xiita) é, na sua essência, também uma política que vincula o crente ad extra et ad intra, não conhece a diferenciação: a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” nem a consciência individual como soberana. Como a única possibilidade para ajudar a modernização do islão estará no desenvolvimento e introducão da ciência teológica, a Alemanha já fomenta institutos onde se procura fazer uma abordagem do Islão sob o ponto de vista sociológico e antropológico ocidental. Uma outra coisa será o conflito entre o xiismo e o sunismo: este é mais uma luta por influências e hegemonias; de um lado a Arábia Saudita e a Turquia e do outro o Irão!

Anónimo disse...

Vejamos:

“Será que a História lhes dá razão ao provar que quem se afirma com fanatismo e mais violência cria os pressupostos do futuro que então os legitim e lhe dão razão… Porque será que no mundo ainda há tanta gente a viver da produção e do uso das armas e do combate por ideologias? ”

Minha resposta a esta pergunta é: Mantem-se o desejo no homem de exercer dominio sobre seu semelhante.
Assim, qualquer meio que o homem tiver à sua disposição, irá usar para exercer seu dominio. A religião e o modelo econômico são só exemplos.
A história apenas confirma este traço presente na humanidade.
Enquanto o ser humano não valorizar seu semelhante, respeitando-o, vendo nele um semelhante e reconhecendo-se divino, e ao se reconhecer divino, reconhecendo neles este aspecto divino, este quadro permanecerá.
Daí, ao meu ver, o melhor enfoque possível é o da “naturalidade” , que age não para separar ( “ele é o perfeito” , você o “imperfeito, “só ele salva” , “ele é o enviado de Deus” , você , sabe lá o que é < "ele é o maior" , o resto, é resto, etc) , mas que diz, você é Deus , o outro, também é.
Saudações aos participantes, em especial ao sr. Antônio Justo,
Vilson
Diálogos Lusófonos

António da Cunha Duarte Justo disse...

Creio que o problema durará enquanto continuarmos na estrutura mental da consciência meramente racionalista; este estádio da consciência percebe a realidade em termos dialéticos, numa perspectiva de pensamento com fronteiras a preto e branco e não integral e inclusivo. Por outro lado encontramo-nos numa era em estado de mutação em que as forças dialéticas do “ou tu… ou eu” já prevêem a sua derrocada; por isso lutam tão fanaticamente. Um Deus pai-mãe de todo o universo e de toda a humanidade pressuporia uma realidade complementar integral nos elementos, nas estruturas naturais, culturais e espirituais.
Segundo as leis da evolução natural os seres afirmam-se e definem-se através de uma força no sentido da identificação (definição) que no estádio da natureza implica a afirmação do mais forte sobre os mais fraco ou a colaboração dos mais fracos que se unem solidariamente e também se defendem-se dos mais fortes: lei de afirmação e sobrevivência no sentido de realizarem a sustentabilidade. As leis da natura foram transpostas para a cultura. Só uma nova consciência humana e uma consequente cultura poderá provocar uma mutação substancial das consciências que ultrapasse a fase meramente mental (divide e impera) para uma fase espiritual integral.
Temos de ir trabalhando todos os de boa vontade no sentido de transformar uma cultura do “ou…ou…” numa cultura do “não só… mas também…”
Saudações amigas, senhor Vilson e participantes.
António Justo