Para além da Flor de Jardim e do Punho agressivo
Uma reflexão analítica sobre o Dia Internacional da
Mulher e o paradoxo da luta feminina num mundo estruturalmente masculino
O Colonialismo Mental da Matriz Masculina
Entre a flor simbólica oferecida à mulher e o punho
cerrado que expressa a lógica da força, desenha-se uma das contradições mais
profundas da sociedade contemporânea. Apesar das conquistas alcançadas na
igualdade de direitos, continuamos a viver dentro de uma estrutura social
marcada por uma matriz predominantemente masculina. A verdadeira emancipação
feminina não poderá limitar-se à integração das mulheres nesse sistema.
Uma verdadeira evolução social exige uma transformação mais profunda que
significaria a passagem para uma matriz social capaz de integrar, em
equilíbrio, as qualidades do feminino e do masculino. Neste sentido urge uma
reflexão crítica sobre o “colonialismo mental” da matriz masculina e a pergunta
se estaremos verdadeiramente a honrar o que a mulher é e representa, ou
limitamo-nos a prestar vassalagem a uma data que a própria estrutura social
dominante transformou em formalismo inocente?
A questão que proponho é mais profunda e, para muitos,
desconfortável: a sociedade contemporânea encontra-se enredada num paradoxo
fundamental. Enquanto se proclama a igualdade de género e se celebram
conquistas no campo dos direitos das mulheres, a estrutura profunda que
organiza o pensamento, o poder e a economia permanece fundamentalmente
masculina na sua essência. Este "colonialismo mental", como o
designei em reflexões anteriores publicadas em jornais e no blog “Pegadas do
Tempo”, não poupa homens nem mulheres, condicionando o desenvolvimento humano e
social a padrões determinados por uma lógica de afirmação, competição e
domínio.
O presente artigo propõe-se analisar criticamente esta
matriz antropológica e sociopolítica, argumentando que a verdadeira emancipação
feminina e, por extensão, a verdadeira evolução humana, não passará pela
integração das mulheres nas estruturas existentes nos termos masculinos, mas
sim pela transformação radical dessas mesmas estruturas rumo a um equilíbrio
dinâmico entre os princípios da feminilidade e da masculinidade.
1. A Matriz Masculina é uma Arquitetura Invisível da Desigualdade
1.1. As Raízes Evolutivas e Históricas
Quando analisamos a organização social contemporânea,
dificilmente escapamos à constatação de que ela assenta sobre aquilo a que
podemos chamar uma "matriz masculina". Esta matriz não é um complô ou
uma conspiração deliberada de homens contra mulheres, mas antes o produto de
uma longa evolução histórica que remonta aos primórdios da humanidade.
Nos primórdios, a divisão de tarefas entre caça e recolha
estabeleceu padrões de especialização cognitiva e social. O homem caçador
desenvolveu capacidades de visão estratégica, pensamento abstrato, capacidade
de risco calculado e ação decisiva, características que associamos ao princípio
masculino. A mulher recolectora especializou-se na atenção ao próximo e ao
concreto, na gestão do espaço doméstico, na nutrição e no cuidado,
características do princípio feminino.
Esta diferenciação inicial, produto de necessidades
adaptativas, não era hierárquica, mas complementar. Duas leis evolutivas
operavam em equilíbrio: a lei da afirmação seletiva (competição, domínio) e a
lei da colaboração (cooperação, inclusão, interdependência). Ambas eram
necessárias à sobrevivência do grupo.
O período neolítico, com o culto da deusa-mãe,
testemunhou talvez o último momento histórico de equilíbrio real entre os
princípios feminino e masculino nas estruturas simbólicas e de poder. Foi com o
desenvolvimento da metalurgia, da guerra organizada e das primeiras estruturas
estatais complexas que se iniciou a progressiva masculinização das estruturas
de poder.
1.2. A Economia como Motor da Masculinização Social
A Revolução Industrial marcou um ponto de viragem
crucial. A transição dos modelos agrícola e artesanal para a produção
industrial em larga escala exigia mão-de-obra, e as mulheres constituíam uma
reserva estratégica. Contudo, para serem integradas no mundo industrial,
tiveram de se adaptar à lógica masculina da produção que se resumem em
competição, eficiência, hierarquia rígida, separação entre trabalho e vida.
A pílula anticoncepcional, significativamente criada para
as mulheres, não para os homens, simboliza esta instrumentalização: permitia às
mulheres entrarem no mercado de trabalho nos termos masculinos, controlando a
reprodução para não interromper a produção. A maternidade, princípio feminino
por excelência, tornava-se um "problema" a gerir sob o signo da
masculinidade.
Paradoxalmente, enquanto as estruturas se masculinizavam,
o marketing descobria na sensibilidade feminina um filão a explorar. As
mulheres, mais orientadas para a dimensão relacional e para o consumo,
tornaram-se alvos privilegiados da indústria. Mas esta "valorização"
da feminilidade era, na verdade, mais uma forma da sua instrumentalização ao
serviço do princípio masculino: o lucro, a expansão, o crescimento pelo
crescimento.
2. O Paradoxo da Luta feminina é combater o Masculino com
Armas masculinas
2.1. A Falsa Dialética da Luta de Géneros
Eis o cerne da questão que tenho vindo a desenvolver nos
meus artigos para o BOM DIA Luxemburgo, ContraCultura, na Revista Triplov e em
muitos outros media: a própria luta feminina pelo equilíbrio entre feminilidade
e masculinidade é, contraditoriamente, conduzida geralmente por princípios
masculinos, sem que a ordem social seja transformada e a feminilidade seja
tratada com equidade.
O antigo princípio político e militar "divide para
reinar" (divide et impera) encontra na questão do género uma aplicação
particularmente insidiosa. Tal como na luta entre ricos e pobres, a dialética
entre homens e mulheres é frequentemente enquadrada em termos de conflito,
competição e conquista de poder, numa palavra, em termos masculinos de carácter
meramente sociológico .
Grande parte do ativismo feminista contemporâneo, embora
animado por legítimas reivindicações de justiça, adota estratégias de luta de
carácter extremamente masculino: afirmação agressiva, confrontação, conquista
de territórios de poder. Esta contradição performativa de lutar pela
valorização da feminilidade com armas masculinas, revela até que ponto a matriz
masculina colonizou até os movimentos que pretensamente a contestam. (Talvez
aqui se trate também de contrariar a ideia de que contra a força não há
resistência com energias da própria força).
2.2. A Naturalização do Paradigma Militar
A naturalidade com que se discute hoje a introdução do
serviço militar obrigatório também para mulheres constitui um sintoma
revelador. O modelo militar, hierarquia rígida, obediência, violência
organizada, sacrifício individual ao coletivo abstrato, representa a quintessência
do princípio masculino. Que a "igualdade de género" se afirme através
da integração das mulheres neste modelo, em vez de questionar o próprio modelo,
demonstra o grau de internalização da matriz masculina.
Observamos hoje mulheres em cargos de liderança que
tendem frequentemente a ser mais agressivas, mais "masculinas" na sua
gestão do que muitos homens. Este fenómeno não é acidental: numa estrutura
masculina, as mulheres sentem necessidade de "provar" o seu valor
adotando e exacerbando os códigos masculinos. É uma forma de compensação que,
tragicamente, perpetua o sistema que as limita.
A verdadeira igualdade não virá de mulheres que se tornam
"homens honorários", mas da transformação das estruturas para que
possam acolher genuinamente o princípio feminino.
3. O Machismo Estrutural como Problema Inconsciente e Coletivo
3.1. Para Além da Intenção Individual
Um dos equívocos mais persistentes no debate sobre a
igualdade de género é a personalização do problema. Tendemos a identificar o
machismo com comportamentos individuais grosseiros, com a figura do
"macho" arcaico e ostensivamente discriminador. Esta abordagem, além
de redutora, é profundamente enganadora.
Para evitar esta estratégia do machismo sistémico se
desculpar no machismo individual o O machismo intrínseco à nossa matriz social
deve ser decomposto e encarado como um problema inconsciente e coletivo. Não se
trata apenas de más intenções individuais, mas de estruturas de pensamento,
sistemas de valor e modelos organizacionais que, independentemente da vontade
dos atores, perpetuam a dominância do princípio masculino que impede tanto o
desenvolvimento integral do homem como da mulher.
As mulheres que ascendem a posições de poder e adotam
comportamentos tipicamente masculinos não o fazem por traição à sua natureza,
mas porque o sistema as obriga a isso. Os homens que gostariam de desenvolver a
sua dimensão feminina (emocionalidade, cuidado, expressividade) frequentemente
veem-se constrangidos por expectativas sociais que os aprisionam. Homens e
mulheres são, assim, igualmente vítimas desta matriz que a todos coloniza.
3.2. A Mutilação contemporânea cria Homens efeminados e
Mulheres masculinizadas
Observamos hoje homens aparentemente mais
"efeminados", o que é frequentemente interpretado como sinal de feminização
da sociedade. Esta leitura é duplamente equivocada. Primeiro, porque confunde
efeminação (caricatura da feminilidade) com feminilidade genuína (princípio de
integração, cuidado, relação). Segundo, porque estes homens não são agentes de
uma mudança estrutural, mas sintomas e vítimas do ‘zeitgeist’, manifestações de
uma crise de identidade masculina que não altera a dominância da matriz
masculina nas estruturas de poder.
Paralelamente, observamos mulheres que se masculinizam
para sobreviver em ambientes profissionais hostis. Este duplo movimento, homens
que perdem a sua masculinidade autêntica sem verdadeiramente ganharem
feminilidade, mulheres que sacrificam a sua feminilidade sem verdadeiramente
ganharem poder é o trágico resultado de uma sociedade que, proclamando a
igualdade, aprofunda a confusão identitária e fomenta doenças sociais próprias.
4. A Mulher para Além da Aparência: As Qualidades Femininas como Valor
Estruturante
4.1. A Redução Estética da Mulher
Numa altura em que os homens levantam os punhos e mostram
os músculos em gestos guerreiros, até a feminilidade tende a ser definida em
termos másculos de guerra. A mulher não pode ser encarada apenas como beleza
admirável ou como jarro de enfeite ou de mera inspiração, porque as suas
qualidades vão muito além da aparência física.
A redução da mulher à sua dimensão estética é uma das
formas mais sutis e eficazes de a desqualificar como agente social pleno.
Quando a mulher é celebrada apenas pela sua beleza, pelo seu poder de inspirar
artistas ou pelo seu papel decorativo, está a ser-lhe negada a participação na
construção ativa do mundo.
4.2. A Inteligência Emocional como "Superpoder"
Feminino
Estudos contemporâneos confirmam o que a sabedoria
ancestral já intuía: o verdadeiro "superpoder" feminino é o
coeficiente de inteligência emocional, que tem como pilares a autoconsciência,
a autorregulação e a autodireção. Apesar de homens e mulheres terem igualmente
potencial emocional, as mulheres demonstram maior empatia quando em posições de
gestão e apoiam mais o bem-estar dos colaboradores.
Esta inteligência emocional não é um "defeito"
a corrigir para ter sucesso num mundo masculino, mas uma competência superior
que o mundo necessita urgentemente. A capacidade de reconhecer, compreender e
gerir as próprias emoções e as dos outros, é uma competência estratégica para
enfrentar os desafios complexos do nosso tempo.
4.3. Para Além da Funcionalidade
A mulher não é apenas funcionalidade, não é apenas
"recursos humanos" ou "capital" a ser otimizado. A visão puramente
economicista da participação feminina na sociedade, de quantas mulheres nos
conselhos de administração, quantas em cargos de liderança, qual o seu
contributo para o PIB, embora importante, segue o risco de reproduzir a lógica
masculina da quantificação e da eficiência.
O que está em causa não é apenas a presença física de
mulheres em determinados espaços, mas a transformação qualitativa desses
espaços pela presença feminina genuína. Não se trata de "gerir
melhor" o existente, mas de criar um novo paradigma de gestão, de relação
e de organização social.
5. A Necessária Transição para uma Matriz Masculino-Feminina
5.1. O Reconhecimento da Bivalência de Cada Pessoa
O primeiro passo para a mudança estrutural é reconhecer
que cada pessoa, independentemente do sexo biológico, é portadora de
características masculinas e femininas. A masculinidade (afirmação, análise,
abstração, competição) e a feminilidade (integração, síntese, materialidade,
colaboração) não são propriedades exclusivas de homens e mulheres, mas
dimensões da psique humana (Animus e Anima) e princípios organizadores da
sociedade.
Esta perspetiva, que tenho vindo a desenvolver em
diferentes artigos e diversos meios, permite superar a visão essencialista que
prende as pessoas a papéis predeterminados e abre caminho para uma compreensão
mais rica e complexa da identidade humana.
5.2. A Crise da Visão Masculina do Mundo
O modelo masculino dominante, focado na afirmação
imediata e na conquista de objetivos a curto prazo, mostra-se crescentemente
inadequado face aos desafios contemporâneos e ao desenvolvimento integral
humano. As crises ecológica, climática e de sustentabilidade exigem
precisamente as qualidades do princípio feminino: cuidado com o longo prazo, atenção
aos efeitos sobre o todo, responsabilidade relacional, prudência e repensar o
princípio progressista.
A incapacidade das nossas estruturas políticas e
económicas de responderem adequadamente a estes desafios não é acidental, é
estrutural e como tal produto da dominância da matriz masculina. A transição
para uma matriz masculino-feminina não é, portanto, apenas uma questão de
justiça para com as mulheres, mas uma condição de sobrevivência para a
humanidade.
5.3. Da Cultura da Guerra à Cultura da Paz
A consequência mais profunda e promissora desta transição
seria a substituição de uma cultura da guerra por uma cultura da paz. A matriz
masculina, na sua expressão desequilibrada, tende para a resolução de conflitos
pela força, para a afirmação pela dominação, para a expansão pela conquista. A
matriz feminina, pelo contrário, tende para a negociação, para a inclusão, para
a resolução pacífica de tensões, numa lógica de afirmação e adaptacao.
A Europa enfrenta hoje, de novo, o fantasma da guerra.
Assistimos a um preocupante rearmamento e a um discurso belicista que se
pretende apresentar como "bom senso “. Este regresso a uma cultura de
guerra é a expressão máxima do desequilíbrio da matriz masculina. Se as
qualidades femininas de negociação, prudência e cuidado tivessem peso
equivalente nas decisões geopolíticas, o mundo seria seguramente diferente.
6. Propostas para uma Nova Abordagem
6.1. A Desconstrução da Matriz como Tarefa Coletiva
Se o problema é estrutural e inconsciente, a solução não
pode ser apenas individual. A desconstrução do machismo estrutural exige um
esforço coletivo de tomada de consciência e de transformação das instituições.
Não basta "empoderar" mulheres nos termos existentes; é preciso
transformar os termos em que o poder é exercido.
Esta desconstrução passa pela educação, pela socialização
das novas gerações, pela revisão dos modelos de liderança, pela reavaliação do
que consideramos "sucesso" e "realização". Passa,
sobretudo, por questionar a naturalidade com que aceitamos que o mundo funcione
segundo princípios de competição, hierarquia e dominação.
6.2. Valorização do Feminino sem Essencialismos
Importa aqui um cuidado: valorizar o princípio feminino
não significa cair em essencialismos que aprisionam as mulheres num destino
biológico. O que está em causa não é uma suposta "natureza feminina"
imutável, mas um conjunto de qualidades e perspetivas que foram historicamente
associadas às mulheres e que o desenvolvimento da civilização relegou para
segundo plano.
A inteligência emocional, a capacidade de cuidado, a
orientação para a relação e para a comunidade, a visão de longo prazo, a
preferência pela negociação sobre o confronto, são qualidades que o mundo
necessita, independentemente de quem as exerça. A sua valorização não é uma
"concessão" às mulheres, mas uma necessidade civilizacional.
6.3. O Papel dos Homens nesta Transição
A construção de uma matriz masculino-feminina não é
tarefa exclusiva das mulheres. Os homens têm um papel crucial a desempenhar,
tanto na desconstrução da sua própria socialização masculina como na abertura a
dimensões da sua personalidade que a cultura dominante os levou a reprimir.
Homens que choram, que cuidam, que exprimem as suas
emoções, que recusam a competição como único modo de relação, que valorizam a
qualidade de vida sobre a acumulação de poder, estes homens não são
"efeminados", são humanos completos a reconquistar a totalidade da
sua humanidade.
7. O Verdadeiro Significado do Dia da Mulher
O melhor caminho para celebrar o Dia Internacional da
Mulher seria introduzir na matriz masculina que todos seguimos características
mais femininas, no intuito de construir uma matriz social equilibrada entre as
qualidades em torno dos princípios da feminilidade e da masculinidade. Uma
verdadeira abordagem no sentido da mulher implica a necessidade de superar a
matriz masculina na sociedade.
Sem combater a matriz masculina que homens e mulheres
seguem, o Dia da Mulher torna-se apenas uma formalidade, um dia de flores
e discursos que não altera a estrutura profunda da desigualdade. Apesar de
tudo, "vale a pena lutar" por uma sociedade mais justa e inclusiva,
mas numa perspetiva e estratégia de carácter feminino, não seguindo a
estratégia masculina de confronto e dominação.
A luta pela igualdade requer uma desconstrução do machismo
estrutural e a valorização da inteligência emocional feminina. A verdadeira
evolução social depende de uma mudança na mentalidade coletiva. Não se trata de
"dar lugar às mulheres" num mundo construído por homens, mas de
construir, juntos, um mundo novo onde masculino e feminino possam finalmente
dançar em equilíbrio.
Talvez então, quando homens e mulheres se libertarem da
matriz que a ambos aprisiona, possamos verdadeiramente celebrar não apenas um
dia, mas uma nova forma de estar no mundo, isto é, uma forma onde a paz
não seja a exceção, mas a regra; onde a competição não seja o único motor, mas
um entre muitos; onde o cuidado não seja desvalorizado, mas reconhecido como a
mais alta forma de inteligência.
É essa a reflexão que deixo, não apenas neste Dia da
Mulher, mas para todos os dias em que ousarmos imaginar um mundo diferente.
António da Cunha Duarte Justo
Teólogo e Pedagogo Social
© Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10828
Nota: Desenvolvi este artigo a partir de reflexões que
expus em múltiplos ensaios e publicações ao longo dos anos, procurando
sintetizar e aprofundar uma perspetiva crítica sobre a matriz social dominante
e o lugar da mulher na contemporaneidade. A luta da mulher pela sua integração
no sistema patriarcal tem tido efeitos a nível meramente funcional, mas uma
transformação substancial da matriz masculina terá de partir de outros
pressupostos que não seja apenas os da integração, perspetiva esta demasiadamente
masculina que nos pauta e a criação de uma matriz masculina-feminina não se
pode alcançar apenas a nível de sintomas; trata-se de uma visão integral de
homem e mulher e de passar da estratégia da funcionalidade para a
relacional.