quarta-feira, 12 de março de 2025

Síria em Tempos de Ramadão Muçulmano e de Quaresma Cristã

 

A Paixão de Cristo Continuada nos Massacres de Alauitas, Drusos e Cristãos na Síria

 

A situação na Síria permanece trágica, com violência sectária atingindo níveis alarmantes durante um período que coincide com o Ramadão muçulmano e a Quaresma cristã. A "operação militar" sunita síria, que visou especificamente minorias religiosas como alauitas, drusos e cristãos, resultou em massacres brutais e execuções seletivas, deixando a comunidade internacional em estado de choque. No entanto, a resposta dos políticos da União Europeia (UE) tem sido marcada por hipocrisia e inação, levantando questões sobre o seu compromisso real com os direitos humanos e a democracia...

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) documentou massacres que resultaram na morte de pelo menos 750 civis alauitas em 29 incidentes distintos entre 6 e 8 de março de 2025. Famílias inteiras foram executadas, e os corpos foram enterrados em valas comuns. O conselheiro do ex-presidente do Conselho Alauita, Muhammad Nasser, alegou que mais de 1,7 mil civis foram mortos, incluindo membros das comunidades drusa e cristã...

Os políticos da UE expressaram alarme com a violência contra civis, mas a sua resposta tem sido amplamente criticada como hipócrita. Anteriormente, muitos deles haviam feito uma peregrinação à Síria para apertar as mãos de líderes islamistas após o golpe extremista, ignorando os princípios do Islão que justificam a perseguição de minorias religiosas e a mentira desde que sirva o islão. Agora, lavam as mãos como Pilatos, recusando-se a assumir responsabilidade pelas consequências das suas acções...

Os alauitas, grupo ao qual pertencia o presidente deposto Bashar al-Assad, foram antes alvo de uma campanha de desumanização através de propaganda antes de serem marcados para extermínio. A mesma sorte coube aos drusos e cristãos, que também foram brutalmente assassinados. Relatos  não confirmados indicam que cerca de 7.000 integrantes de minorias religiosas foram mortos, incluindo 1.000 cristãos, alguns dos quais foram crucificados.

Os media, no entanto, têm sido reticentes em cobrir a perseguição e os assassinatos de cristãos, muitas vezes ignorando ou minimizando a gravidade dos crimes. Essa omissão contribui para a invisibilidade do sofrimento dessas comunidades e para a impunidade dos agressores...

É imperativo que a comunidade internacional, incluindo a UE, deixe de lado a hipocrisia e a inação e tome medidas concretas para acabar com a violência sectária na Síria...

O novo regime da Síria tem como presidente interino Ahmad al-Sharaa (Al-Jolani),  terrorista, ex-membro da Al-Qaeda e do Estado Islâmico.

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10002

 

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