sábado, 17 de dezembro de 2016

NO NEVOEIRO OS "SATÉLITES" BRILHAM MAIS



NO NEVOEIRO OS SATÉLITES BRILHAM MAIS

Meu Portugal, sem rei nem roque
De alma à chuva e corpo ao vento
Num abrigo descansa a mente 
Sempre à espera do sol-nascente 

Alheio anda, sempre adiado
Cão rafeiro bem-educado 
Passa a vida enfileirado
Já nem nota o cadeado.

Minha gente no nevoeiro
Já nem sabe pra onde vai
No escuro tudo é brilho
E os satélites brilham mais
António da Cunha Duarte Justo
In Pegadas do Espírito no Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4006

2 comentários:

Anónimo disse...

O meu PORTUGAL esta sem rei nem roque,como quase todos os paises da comunidade europeia,tem defeitos mas tambem tem coisas boas.Nao gostei do seu poema quando diz,cao rafeiro bem educado etc,etc,etc.Vivi fora do meu PAIS durante 40 anos,e como tal estou muito a vontade para lhe responder,olhe tenha um bom NATAL.
Fernando da Silva
Fb

António da Cunha Duarte Justo disse...

Em poesia não se trata de descrever algo, de dizer o que é ou não é, mas de sentir ou proporcionar a vivência de um aspecto, de uma panorâmica da alma portuguesa que não se deixa reduzir a uma perspectiva. Este “Portugal” também pode ser um estado, um momento situacional o estado de alma de um grupo ou de uma pessoa. Em poesia Portugal, o homem, a mulher, o pai e a mãe também são os melhores do mundo!
Desejo-lhe um feliz Natal e um próspero 2017.