sexta-feira, 10 de maio de 2019

DA URGÊNCIA DE UMA ÉTICA GLOBAL PARA A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

1° Projecto de Orientações éticas da UE para o Desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA)
António Justo
 
A China está a estabelecer um "sistema de pontos de crédito social" (1) para recompensar e punir o comportamento social de seus cidadãos com pontos; no sistema é registado o comportamento das pessoas; por exemplo:  quem usa a bicicleta como meio de transporte, quem pagou as facturas, quem visitou os pais, etc. Quem não se comporta bem ou tem uma má pontuação social não recebe empréstimos, nem bilhetes de comboio, de avião, etc. Nos USA há um sistema de crédito bancário que com o tempo poderia também ele ser desenvolvido para controlo generalizado. Na Europa também há países em que se nota uma tendência para controlar o cidadão através dos dados bancários e das finanças. Já hoje, os algoritmos decidem quais os anúncios e a propaganda aferida às tendências da pessoa e que se recebe no Facebook/Smartphone.  Naturalmente não há comparação entre estes países e a ditadura de informação técnica (IT) chinesa, mas a sociedade corre o perigo de caminhar nesse sentido: vigilância completa por poderes anónimos.

O projecto de orientações éticas da UE (2) para lidar com a Inteligência Artificial (IA) foi agora (7.05.2019) apresentado por 52 especialistas de universidades, empresas e da sociedade civil na intenção de garantirem regras que desenvolvedores, aplicadores e usuários da IA devem observar para não fugirem aos direitos humanos e princípios fundamentais. 

A criação de sistemas de armas autónomas, automóveis sem condutor, medicina computorizada trazem consigo a preocupação de quem é que decide e até que ponto são respeitados os valores humanos e uma humanidade equilibrada. É preciso criar-se regras para que o controlo exercido pela pessoa não passe para segundo plano ou se abdique dele.  Os drones podem decidir por si mesmos sobre vida e morte. A indústria prefere, a nível mundial, fazer adiar decisões (28 nações já assinaram tratado contra o desenvolvimento de tais armas (a Alemanha não).

A IA não pode poder tudo nem determinar tudo…. Com ela está em jogo o lugar da pessoa humana na Criação. De acordo com os especialistas da UE, também se deveria impedir a criação de uma consciência artificial com sentimentos humanos (Coisa propriamente impossível: uma inteligência artificial alienada da humanidade e fora do controle humano poderia até destruir os seres humanos). 

No caso de sistemas inteligentes poderem criar uma utopia restaria a questão se essa utopia não seria só para uma elite. Será difícil de evitar a criação de massas proletárias e de pessoas carenciadas a viver na dependência total. O saber tecnológico e de assistência a tais sistemas será tão elevado que levará a criar poucos centros de apoio com uma burocracia tecnológica de difícil acesso e deste modo monopólios que virão dar razão a algumas teses de Karl Marx, só que numa outra perspectiva de um totalitarismo comunista sócio do capitalismo de Estado (talvez no sentido de um modelo chinês). 

O seu emprego também poderá ser fonte de maior justiça, mas é necessária uma atenção especial dado, em geral, serem os investidores e produtores que determinam a comportamentos e a consequente aceitação da oferta; o mercado obriga, como se vê no Google e Facebook.  A velocidade do desenvolvimento e dos grandes capitais que o fomentam levarão tudo o que é pequenada (aquilo a que chamamos povo!) a ser arrastada pela sua aragem e especialmente pelo poder normativo do factual. Quanto mais inteligentes e complexas as máquinas ou robôs, mais indolente se pode tornar a inteligência humana da generalidade, ficando reservado só para alguns o conhecimento e sua determinação.

Quanto a possíveis erros dos sistemas, há que distinguir entre os erros humanos (juiz) que são individuais e como tal situáveis e limitáveis e os erros de um sistema ou programa IA, onde uma decisão de um sistema de algoritmos poderia tornar-se num problema viral. 

Segundo críticos do documento elaborado, o texto fala demasiado do deve-se e da minimização de perigos parecendo exagerada a precaução de uma ética que não se quer empecilho ao desenvolvimento.  Pessoas que criam esses sistemas de IA pretendem renunciar à sua responsabilização pelas consequências, de algoritmos complexos que avaliam enormes quantidades de dados para o sucesso e fracasso de uma decisão.

A China, que não se sente sujeita a standards ocidentais cristãos da dignidade da pessoa humana e seus direitos, pode tecnicamente distanciar-se e ganhar a corrida na concorrência. Daí a necessidade de uma ética abrangente e universalmente aceite.

Na discussão relativa à concorrência de quem conquistará os mercados com novos produtos, há grupos progressistas que consideram as ideias cristãs de defesa da personalidade humana como um atraso e um impedimento ao desenvolvimento da ciência. Também por isso o materialismo a espalhar-se mundialmente através de agendas luta tanto contra a tradição ocidental devido à sua liderança na filosofia de defesa da dignidade e dos direitos humanos.

Também por isso há movimentos contra a ideia cristã de o Homem ser considerado a coroa da Criação; é o caso de árias ONGs a atuar no Ocidente. Ele é, porém, sujeito e ao mesmo tempo objecto de uma ética humana que o defenda e obrigue a ser responsável também perante toda a criatura e responsável em relação ao futuro. 

Uma Inteligência Artificial muito forte e dominante, se ficasse apenas nas mãos de interesses económicos e ideológicos, produziria rapidamente uma pequena elite privilegiada e uma maioria de “humanos inúteis” em que, num futuro não distante, o seu tratamento com dignidade poderia ser considerado um estorvo (isto num Zeitgeist em que certos parâmetros de qualidade de vida parecem querer sobrepor-se à vida!).

Todos se encontram a aprender, mas as pessoas que criam tais tecnologias, no momento da sua aplicação deverão estar conscientes de serem responsabilizadas pelas consequências - incluindo o pagamento de indemnizações.

Programar também a ética
Será preciso programar nos sistemas IA também planos de valores. As pessoas também usam as tecnologias para explorarem os outros. Por isso é de grande importância não perder o controlo sobre elas e sobre o seu uso. 

A ditadura chinesa tem mais trunfos na mão do que os sistemas democráticos ocidentais apesar das suas lóbis contaminadas. Isto terá como consequência a elaboração de uma moral permeável no Ocidente. Quem determina o ritmo da música é o capital e a indústria. Tudo se está a formalizar em termos de viabilidade; as ideologias vão mudando e surgindo conforme as necessidades.

Em todo o discurso sobre a ética é, muitas vezes, esquecido que só é possível ética onde houver diversidade. As tendências igualitaristas, hoje em voga, correspondem a princípios antiéticos e antinatureza e correspondem ao suborno da liberdade e da natureza.  Os padrões éticos e morais nunca são universais, são sempre culturalmente determinados e profundamente enraizados nas pessoas. Não é possível em pouco tempo a integração global de padrões éticos universais como podemos verificar em relação aos direitos humanos. A ética de que se fala aqui destina-se a proteger a pessoa humana da dependência total de interesses anónimos da indústria e de robôs. 

Os sistemas de inteligência artificial correspondem a um poder computacional a que falta a alma humana. 

Se na nossa sociedade já a maioria dos cidadãos não tem uma ideia do porque pensa como pensa, devido à distância intelectual para com os criadores de consciência social, então com a IA só uma reduzida percentagem da população poderia pensar por si mesma. Se não se estiver atento nem nos precavermos, teremos uma sociedade de alguns gigantes e uma massa de pigmeus! No sistema atual ainda vamos tendo a ilusão de que a maior parte das coisas são determinadas por nós mesmos, mas com a ainda utópica IA descontrolada até essa ilusão desapareceria.

Como simples princípio de orientação ética poderiam ser as Leis da Robótica (3) ou princípios idealizados por Isaac Asimov em 1950: (a) um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal. (b) um robô deve obedecer às que lhe são dadas por um humano - a menos que tal ordem colida com a regra um. (c) um robô deve proteger a sua existência desde que esta protecção não colida com a regra um ou dois. (d) um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

Em princípio, na automatização, a deliberação deve ser sempre da responsabilidade humana e não anonimizada. A comissão ética europeia também se tinha pronunciado neste sentido (4). 

© António da Cunha Duarte Justo
Teólogo e Pedagogo
 
(1)     Manager magazine: https://www.manager-magazin.de/politik/artikel/china-soziale-kontrolle-durch-sozialkredit-punktesystem-a-1194590.html          De notar que o Sistema de Crédito Social de controlo na China aplica Big Data (para controlo rápido de dados) e ainda não a IA. A criação e aplicação da IA terá consequências muito mais abrangentes.                                               
(4)     European Group on Ethics in Science and New Technologien: https://ec.europa.eu/research/ege/pdf/ege_ai_statement_2018.pdf

quinta-feira, 9 de maio de 2019

O PARTIDO ALEMÃO SPD NÃO ENCONTRA PAZ NEM RUMO


Kevin Kühnert, chefe dos Jovens Socialistas, quer o seu partido SPD menos pragmático e mais esquerdo. Mais uma vez escandalizou muitos dos eleitores tradicionais ao propor agora uma coletivização democrática dos grandes empresários.

Como refere a imprensa alemã (t-online.de) depois das declarações de Kühnert os sociais-democratas caíram dois pontos percentuais em relação à semana anterior, 15%.

Uma tal intenção amedronta uma Alemanha habituada a viver mais da produção do que de ideologias passadiças.  Neste sentido, logo o chanceler Sebastian Kurz, do país vizinho, levantou a voz convidando os investidores alemães a investirem na Áustria. Ele prefere "um país de proprietários".
Desde que os sociais democratas  estão a deixar a posição de partido popular, devido à diminuição contínua do apoio eleitoral, o SPD parece encontrar-se em alto mar sem encontrar rumo.

Em tempos revoltos, seria de avaliar, até que ponto um socialismo democrático se impõe contra uma ideologia falida, um estalinismo cruel e uma ditadura chinesa que não considera a pessoa como tal.
O SPD (democracia social) foi a alternativa ao socialismo ideológico ao optar por um socialismo democrático e contra heteronomia. O bem-estar atual alemão e a sua posição privilegiada no mundo devem-se sobretudo à política real do SPD e da CDU/CSU.

A luta pela domesticação do capitalismo (a ordem capitalista económica e social) é legítima. Porém uma ideia socialista tradicionalista e radical, à la Kühnert encontra-se melhor guardada no partido comunista "Die Linke"! Die Linke é, porém, demasiado pequena para muita gente ambicionada!
Creio que Kühnert, de momento, mija no rio! Porém, pretender standards gerais de moral para uma facção política é, geralmente, desconhecer que política é negócio de interesses e cada um defende os seus. Toda a sociedade europeia se encontra insegura e desestabilizada perante os desafios que o globalismo provoca.

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=5411

segunda-feira, 6 de maio de 2019

TROCA DE FOGO ENTRE A FAIXA DE GAZA E ISRAEL

Palestinenses e Israelenses num Beco sem Saída

As preocupações das populações pela existência ameaçada, de um lado e do outro, são um facto! A culpa é repartida! Ligá-la só a uma parte seria negar a realidade e negar uma verdade complexa.

A situação encontra-se num beco sem saída. A população de Gaza sofre devido à política de bloqueio do Egipto, e de Israel e ao facto de a organização terrorista Hamas empregar para armas os dinheiros internacionais de apoio à população. A população de Israel sofre devido à insegurança provocada pelos vizinhos. No meio de tudo isto dominam as ideologias ou a má vontade contra a humanidade!

Com o ataque de Hamas a Israel e a reacção deste, Hamas pretende, antes do Festival da Canção Contest em Tel Aviv, atrair as atenções internacionais para si esperando conseguir colocar Gaza como vítima.

Aqui é facto que a culpa morreu solteira.

António da Cunha Duarte Justo

sexta-feira, 3 de maio de 2019

DA INDEPENDÊNCIA DA IMPRENSA E DO JORNALISMO DESDENTADO



Classificação da Liberdade de Imprensa por Países em 2019

António Justo
A organização “Jornalistas sem fronteiras” publicou a lista de classificação da liberdade de imprensa 2019 e, como de costume, a Escandinávia obtém a melhor posição: 1° Noruega, 2°Finlândia, 3° Suécia, 12° Portugal, 13° Alemanha,  29°Espanha, 32°França, 33°  Reino Unido, 103°Moçambique, 105° Brasil °,109° Angola, 178° Eritreia, 178 Coreia do Norte e 180° Turquemenistão (1).

A abertura e liberdade de uma sociedade pode ser medida pelo nível da liberdade de imprensa. Uma sociedade dividida ataca e culpabiliza o que é diferente, fomentando um clima misantrópico. Naturalmente que há grandes diferenças entre os 180 países abrangidos pela investigação sobre a liberdade jornalística. Há países em que domina o medo de medidas de retaliação e de prisão como é o caso da Turquia e muitos outros. O direito ao acesso a informação livremente pesquisada torna-se num privilégio cada vez mais raro, atendendo à pressão de grupos fortes com interesses próprios dentro de uma sociedade. Atualmente acentua-se o perigo de páginas críticas da Internet censuradas.
Relativamente à Alemanha, a organização “Jornalistas sem fronteiras” criticou a lei alemã que desde 2018 entrou em vigor e que obriga, redes como Facebook, a eliminar conteúdos obviamente ilegais, no prazo de 24 horas após a apresentação da queixa. A ameaça com multas de milhões e também com penas para os suspeitos, pode levar à supressão de contribuições jornalísticas por medo de multas.

Imprensa desdentada
Os poderes estabelecidos preferem uma Imprensa desdentada e o jornalista sente-se, muitas vezes, dependente de quem paga a reportagem ou notícia; o pensar politicamente correcto provoca, por vezes, previamente uma certa autocensura. Há jornalistas sem posição pré-definida que trabalham num clima de medo de informar criticamente quer no sentido da esquerda quer no da direita.

Uma mundivisão intolerante torna-se indiferenciada reduzindo a boa política aos do próprio partido ou ideologia e a má política aos adversários. Importante é que política, Estado e imprensa não se unam e também que não sejam considerados como adversários. Numa sociedade da diversidade de opiniões, próprio de uma democracia aberta, ninguém precisa de combater ou difamar ninguém embora cada um tenha o direito a manifestar e defender os seus interesses que não devem excluir os interesses adversários nem declará-los como maus. 

A imagem do desenvolvimento social numa sociedade pode observar-se na sua maneira de apreciar diferenciadamente interesses e valores.

Dentro e fora de Portugal, nunca poderá haver uma linha informativa ideologicamente independente porque quer jornalistas quer elementos do CGI não são eunucos, na qualidade de delegados de grupos de interesses! Uma sociedade que não esteja consciente disto está mais predisposta a ser enganada!

Opinar da independência da RTP é como, na generalidade, falar da virgindade das meninas e dos meninos antes do casamento! Um dos poucos critérios seguros para análise da questão (não fossem os “anticoncetivos”!) seria ver até que ponto o jornalismo investigativo contribui para a correcção de atitudes abusivas de governos, oposição, economia e ONGs; ou até que ponto levaram à deposição de ministros, à queda de um governo, a chefes de empresas terem de atempadamente abandonar o cargo! Isso torna-se num busílis e para mais em países acomodados, em que muitos multiplicadores sociais trazem a tesoura da censura na cabeça! Numa sociedade portuguesa reguila, dos clubes, mas alegre e contente, torna-se difícil um civismo crítico capaz de pensar para lá dos limites partidários!

Um outro factor que impede a imprensa portuguesa de ser mais isenta situa-se na malaise do pensamento político português que, na praça pública, é equacionado apenas em termos de direita ou de esquerda: um fruto do jacobinismo que se tornou numa doença crónica do argumentar social português! O mesmo se diga nas comparações e análises de caracter regionalista (patriotismo estomacal!). De facto, a afirmação de que a RTP, em comparação com as outras é mais ou menos equilibrada, revela-se numa falácia. O critério de orientação de avaliação da independência da RTP a partir da comparação com as privadas portuguesas manca muito, tal como pensar a sociedade em termos de direita ou de esquerda, passando a polaridade a ter demasiado peso como critério de orientação. Pior ainda quando os polos são deficitários não se podendo então seguir como orientação o princípio filosófico de que a „virtude” se encontrará no meio”! Talvez a juventude surgente possibilite uma sociedade de opinião mais focada na realidade económico-cultural e menos em termos polares de esquerda e de direita.

Em Portugal predominam os Media desdentados, mais virados para o sentimento, para o catastrófico e para o clubismo. Como exemplo de uma imprensa sem dentes temos também agora o caso, na Alemanha, da aceitação não crítica da recusa das diferentes fracções partidárias não elegerem os candidatos da AfD para vice-presidente no Bundestag e no Landtag Hessen. Aí são sistematicamente boicotados pelos outros partidos, embora cada fracção partidária tenha direito a um vice-presidente. E isto acontece ao mais alto nível, da democracia, quando a consequência seria abolir a lei do direito das fracções parlamentares a terem Vice-presidentes! Não é legítimo que a concorrência político-partidária determine as regras democráticas básicas. Não é boa uma sociedade cega do olho esquerdo nem do olho direito. Claudia Roth dos Verdes é vice-presidente do Bundestag, embora tenha participado numa manifestação com os autonomistas de esquerda que ostentavam cartazes "Morte à Alemanha” “Deutschland Verrecke"! 

Precisa-se uma sociedade de olhos bem abertos sejam eles o da esquerda ou o da direita! Só assim se poderá evitar o populismo das massas e o populismo da ideologia da elite formadora de opinião pública.
© António da Cunha Duarte Justo
Notas no site.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

O MELHOR PROFESSOR DO MUNDO EM 2019

 O Exemplo de Inclusão pedagógica

António Justo
Global Teacher Award (1) premiou o pedagogo Peter Tabichi, do Quénia, com um milhão de dólares. Ele foi considerado o melhor entre os 10.000 professores nomeados de 179 países. 

O monge pedagogo ensinava 58 alunos numa escola de uma aldeia Queniana e dá 80% do seu ordenado para os alunos mais pobres; deles, um terço são órfãos ou só têm pai ou mãe. A vida de seus alunos era muitas vezes caracterizada pelo abuso de drogas, gravidez na adolescência, desistências escolares e suicídios.

Naquela escola só havia um computador e uma ligação de internet, que nem sempre funcionava. Apesar disso o padre fundou um clube de computador. Criou também um clube de talentos tendo com eles ganhado um prémio da Academia Real para Química; além disso dirige um grupo pela paz onde se encontram representadas as 7 tribos da região. 

Peter Tabichi (1) “e quatro colegas também dão aulas particulares de Matemática e Ciências a alunos com fraco aproveitamento, fora da sala de aula e nos fins-de-semana, onde Peter visita as casas dos alunos e encontra as suas famílias para identificar os desafios que enfrentam.  Ao fazer seus alunos acreditarem em si mesmos, Peter melhorou dramaticamente o desempenho e a autoestima de seus alunos. As matrículas dobraram para 400 em três anos, e os casos de indisciplina caíram de 30 por semana para apenas três. Em 2017, apenas 16 dos 59 alunos foram para a faculdade, enquanto em 2018, 26 alunos foram para a universidade e para a faculdade. O desempenho das meninas, em particular, foi impulsionado, com as meninas liderando agora os meninos em todos os quatro testes estabelecidos no ano passado”. 

O melhor caminho para sair da pobreza é a formação. Esta foi a missão que muitos padres e missionários levaram a terras por onde passavam e passam: um bem à humanidade de que ninguém fala (Tenho colegas que admiro porque trabalham em países da lusofonia (3), oferecendo a sua vida e seu usufruto às populações com o mesmo espírito deste monge). Peter Tabichi considera o sucesso de seus alunos como seu estímulo pessoal; confessa: "ver como meus alunos adquirem conhecimento, habilidades e confiança é minha maior alegria. Quando eles se tornam criativos e produtivos na sociedade, isso também me leva a uma grande satisfação". Faz lembrar a pedagogia salesiana de Dom Bosco.

O Presidente da República de Quénia, Uhuru Kkenyatta, elogiou o empenho do monge franciscano e disse: "Peter, sua história é a história da África, um jovem continente cheio de talento".
O sacerdote, no seu discurso de agradecimento, prognosticou: “A África produzirá cientistas, engenheiros e empresários cujos nomes serão um dia famosos em todas as partes do mundo. E as raparigas serão uma grande parte da história." O padre acrescentou humildemente que só estava ali devido aos seus alunos.
 
António da Cunha Duarte Justo
(1)     GlobalTeacher Award: https://en.wikipedia.org/wiki/Global_Teacher_Prize

INICIATIVA: SEMENTES DE FLORES PARA INSECTOS AO SERVIÇO DA FLORICULTURA



Jornal oferece sacos grátis com sementes de flores para melhoria das áreas de floricultura

Hoje, ao ler o meu jornal diário, vi, com agrado, uma iniciativa-apelo em que o jornal oferece sacos grátis com sementes de flores para melhoria das áreas de floricultura para assim impedir a crescente morte dos animais sugadores de néctar (Também as abelhas têm desaparecido em grande percentagem em toda a Europa).

As  pessoas espalham as sementes  em lugares próprios e também em certas relvas para que se tornem floridas.

Devido às monoculturas e aos insecticidas tem havido uma grande diminuição de insectos (abelhas, borboletas, etc.) e isso torna-se numa ameaça para a fruticultura, etc., por falta de polinização das flores dado rarearem os insectos. São necessárias bases nutricionais de áreas para insectos e abrigos para pequenos animais: Abelhas, borboletas, etc.

António da Cnha Duarte Justo

TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO SUL – GAGO COUTINHO SEM NOME EM AEROPORTOS PORTUGUESES

A 30 de março de 1922 Gago Coutinho (aviador) e Sacadura Cabral (marinheiro) iniciaram a  primeira travessia aérea do Atlântico Sul (Lisboa – Rio de Janeiro) a bordo do hidroavião Lusitânia.

Como relata a Wikipédia, embora a viagem tenha consumido setenta e nove dias, o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos, tendo percorrido um total de 8.383 quilômetros. Qual será o motivo

Os nossos grandes aeroportos têm nomes de políticos! Um índice da desqualificação da ciência e do povo português em proveito dos políticos é a vaidade de reservar nomes de políticos para aeroportos (Uma usurpação?)!

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo