segunda-feira, 17 de outubro de 2022

O 20° CONGRESSO DO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS IMORTALIZA XI JINPIN NO PODER

O partido chinês (2.000 Delegados) alarga os poderes de Xi para o próximo quinquénio, enfraquecendo para isso a direcção colectiva em favor de Xi Jinping (secretário geral e presidente da China) de maneira a este ter poderes quase absolutos; esta estratégia adoptada revela-se como tentativa “adequada e eficiente” de dar resposta autoritária aos problemas internos e externos e de fortalecer a economia chinesa que deve ser orientada no sentido da segurança chinesa.
A regra determina que os altos funcionários com 68 anos ou mais na época do congresso se aposentem. O mandato de Xi é prolongado apesar de ter 69 anos. O controle sobre o partido, o Estado e os militares permite-lhe poderes de ditaduras (1).
Os poderes dados a Xi pelo partido possibilitam a China a existir sem Indecisões e sem o mundo!

Deng Xiaoping em1982 revolucionou o comunismo de Mao Tsé-Tung criando a forma específica do socialismo chinês que compatibilizaou o socialismo de Estado com o capitalismo liberal ocidental numa institucionalização dictatorial. A China ao compatibilizar a ideologia socialista com as linhas do capitalismo como forma de domínio, possibilitou a sua posição mundial relevante na competição com o capitalismo que motivado pela globalização a ajudou. Como grande potência e ditadura consegue fazê-lo de maneira a poder afirmar-se em desvantagem de outros sistemas. O capitalismo dos privados encontra-se em posição fraca em relação ao Capitalismo de Estado chinês.
Taiwan, entre interesses capitalistas e socialistas, passa a ter de temer mais a pressão chinesa; Taiwan continua submetida aos interesses da China como a Ucrânia aos interesses da OTAN e da Federação russa.
Nesta perspectiva a raiva e não o entendimento continuará a governar o mundo.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7881

(1) Organigrama do poder político-administrativo chinês

 

 

 

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A EUROPA ANDA PERDIDA NUMA FASE EM QUE OS IMPÉRIOS SE REOGANIZAM

 Tempos de Crise universal beneficiam os Grupos globais oportunistas

O ser humano para subsistir precisa de um habitat natural, de instituições e de organizações sociais com ideologias ou doutrinas estáveis que lhes confira consistência interna possibilitadora de identidade e de identificação. Neste sentido, a União Europeia encontra-se já há muito num processo de desconstrução/reorganização que vem acentuar o sentimento de crise implementado pela nova geoestratégia em construção.   

Das famílias, tribos, povos/nações surgiram os impérios e civilizações. Se antes os impérios eram determinados pelos interesses internos de nações, hoje organizam-se em torno de núcleos regionais económicos e ideológicos.

Se nas primeiras organizações dominavam as relações humanas empáticas já a nível de conglomerados (por exemplo, ONU; NATO/USA, Federação Russa, China, EU) dominam as relações funcionais (não empáticas) mais próprias de organigramas de funcionários em tempo de serviço; é um facto que o povo se orienta sobretudo pela moral e os Estados por interesses. A relação pessoal é, nestes organismos complexos substituída pelo interesse de jeito utilitário e funcional; em vez da lei moral de interacção pessoal rege a lei cívica de controlo externo (1).

Os tempos de viragem global são épocas de insegurança em que o medo ganha a dianteira, as instituições desconfiam umas das outras, chegando a confiança, também a nível individual, a ser substituída pela suspeita. As superpotências são perigosas entre si, o resto é obrigado a segui-las e a entreter-se com a informação que elas lhe dão.  Encontramo-nos num tempo que exige especial atenção a tudo, um tempo de guerras híbridas onde domina a propaganda e a contrapropaganda, a desinformação e a corrupção, o que complica uma avaliação da situação porque o cidadão é sobretudo o resultado de informação; da informação de uma realidade meramente virtual.

A crise atual é mais dolorosa do que outras passadas porque o mundo se transformou numa “aldeia” e o cidadão e a sociedade estão a ser reagendados e transformados em produto em função de algo imediato ao serviço de instituições económico-políticas globais que se servem da propaganda e da informação como meio de governo e de domínio de uma população cada vez mais exteriorizada e de governantes açaimados por agendas colectivas.

Os latifundiários do poder, interconectados entre si, criaram uma realidade e uma atmosfera social que chega já a ultrapassar o cinismo e a sátira. Gera-se uma consciência colectiva em que a arbitrariedade e a absurdidade passam a reduzir a realidade a uma narrativa de factos atrás de factos, não interessando sequer os elos de ligação entre eles. As populações vão-se contentando no alinhamento da dança atrás do rufo do tambor! Neste tempo triste a sociedade passa a andar como que atordoada na espectativa do estupefacto de uma realidade miragem.

O cidadão/consumidor é confrontado com situações irracionais em que a razão última dada se reduz a uma decisão autoritária sem fundo visível (No âmbito da Internet o consumidor cada vez é mais confrontado com artifícios refinados de aproveitamento da situação a que falta qualquer boa intenção de serviço e de transparência; o mesmo se observa em grandes fornecedores e prestadores de serviços). Isto cria a sensação de impotência e de se ser entregue a forças incontroláveis; esta situação é cada vez mais precária dado os portadores de confiança pública deixarem de ser eles mesmos para se transformarem em propagandistas de agendas e de interesses anonimizados que destroem o sentimento do bem-estar. Por outro lado, a aposta numa guerra só destruidora arruína a orientação da confiança interior e individual e conduz a sociedade a um estado depressivo porque inconscientemente se sente numa situação perdida. Os governantes transformaram-se em administradores da “miséria” e não fazem nada por devolver a esperança popular. Sem esperança (que é o sol da vida individual e social) não há progresso, não há sobrevivência e não há futuro porque a esperança e a confiança são os elixires da vida imprescindíveis para o bem-estar individual e social. Atualmente as notícias televisivas e cometários económicos e políticos exteriorizam-nos distanciando-nos de nós próprios e daquilo em que confiamos, preparando o caminho para um estado inerte e depressivo.

Pensava-se que na Europa a Esperança não morreria, mas com a progressiva morte da pessoa humana (da morte de Deus passou-se à morte do Homem) toda a esperança vai morrendo. Cada vez nos mergulhamos mais na dor do luto de guerras militares, subculturais (de capelinhas) e económicas que nos reduzem à qualidade de refugiados indesejados a viver na desconfiança de um mundo que leva muitos a terem de existir de forma sonâmbula e outros a terem de adormecer sob o manto da tristeza. Cada vez se ganha mais a impressão que, de dia para dia, a velha Europa, que abusara do mundo, morre, com a vã satisfação de morrer em conjunto. Uma Europa das nações que antes pensava o mundo sob a perspectiva nacionalista ainda não encontrou uma óptica geopolítica própria.

Em sociedades passadas só as elites se davam conta dos erros das elites e da História; hoje, os generais já não se encontram nos quarteis mas nas centrais da informação, nos gabinetes e nas operadoras globais que vão transformando o mundo num quartel e os estados em casernas de incorporados (onde muitos vestidos de uniformes se encontram alinhados na parada sempre à espera do toque da alvorada televisiva, para recebem instruções, que levam muitos a  rastejarem na lama da informação da coreografia política.  A guerra da informação não reflectida mobiliza mentalmente os citadinos transformando-os em “soldados” do sistema. O „mainstream “político-económico controla tudo ao assenhorear-se das capacidades mentais e emocionais das populações não deixando margem para alternativas. Tudo obedece: os implementados apresentando as agendas e os subalternos seguindo-as; não há lugar para a dúvida numa sociedade de interesses e interesseiros; esquece-se que onde não há dúvida não há desenvolvimento!

Na casa da Europa, sem tecto metafísico, a desmoronar-se por todo o lado, tudo se torna cada vez mais virtual, nada é verídico tudo se tornou narrativa de fantasmas e fantasias que levam à decadência alimentada pela pobreza do vizinho. O pensar humanista universal europeu deu lugar a um pensar latifundiário mercantil de economia e ideologia.

Precisamos de uma política lúcida empenhada na construção da paz que restitua a esperança ao povo.

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo e Pedagogo

Pegadas do Tempo

(1)  A “autoridade„ é substituída pelo poder, desenraizado da família e da terra, e, para se afirmar, tem de manter o balanço entre as exigências populares e as dos grupos relevantes para a subsistência do Estado). Na relação familiar ou de grupos acessíveis (onde se consiga uma visão do particular e do geral) torna-se possível uma relação de troca de confiança em que se dá também uma troca de benefícios mútuos e de protecção que pode possibilitar uma pessoa a ser uma autoridade para a outra enquanto no Estado ou grandes instituições as relações  são determinadas pelo ter autoridade sobre uma pessoa sem serem percepcionadas como autoridade, por esta se afirmar a nível do ter que assume um caracter meramente funcional, sendo exercida através de pressão ou poder. Também na escola um professor pode ter autoridade sobre um aluno sem que ele seja uma autoridade para o aluno; para o ser pressupõe-se uma relação não só funcional a nível de papéis, mas sobretudo uma relação empática de reconhecimento, bondade, amor e compreensão. As autoridades no espectro político e económico, porque empenhadas na defesa e imposição de interesses, não assumem o caracter de modelo ou de exemplo a seguir definindo-se geralmente pela mera ordem hierárquica (caracter burocrático). Quer no ser como no ter autoridade se pode influenciar as pessoas de forma positiva ou negativa. Exercer autoridade significa criar as condições para que algo seja feito em conjunto de maneira a se possibilitar desenvolvimento, ao indivíduo e ao grupo. Na carência disto, vamos tendo fartura de arrogância e mal-entender.

DESTA VEZ A REVOLUÇÃO É GLOBAL E GEOESTRATÉGICA

Ministérios da Felicidade para Pobres e Carenciados

Num mundo em processo de ser dividido entre USA e Rússia/China já se faz sentir as consequências amargas para os povos e que se manifestam já na carestia dos produtos para o consumidor! Nos mercados, os preços já chegaram a duplicar. Os políticos da União Europeia, em vez de se manterem independentes e de defenderem o bem-comum do próprio povo decidiram abdicar da Europa e prejudicá-la em troca da dependência só dos EUA; isto equivale a um encarecimento brutal de todos os produtos dado o mercado começar-se a confinar aos próprios grupos fechados. Na Europa encontramo-nos no início de uma revolução provocada pelas elites político-financeiras em favor dos EUA e de multinacionais que operam a nível global. Desta vez a Revolução vem camuflada, vem das cúpulas da sociedade e o povo não reage porque os meios de comunicação social se transformaram em altifalantes das elites que nos regem.

 O cúmulo da catástrofe para o povo europeu seria se os EUA conseguissem da UE a mesma atitude perante a China que conseguiram dos políticos europeus em relação à Rússia. Indícios disso já se encontram na política americano-chinesa em torno de Taiwan. Encontram-se lá na mesma dança em que se encontravam Russos e Americanos na Ucrânia especialmente desde 2007.

"Ai dos vencidos", mais concretamente, "triste sorte aquela reservada aos derrotados"! Nesta guerra, entre as superpotências, os vencidos são o povo abandonado de todo o lado. Este mesmo povo que é incitado, dos dois lados, a ser, por decisão e condição, contra o outro povo irmão.

Porque não se criam gestores da felicidade da pobreza? Revela cinismo o sistema democrático que se limita a estruturar a riqueza e a gerir a pobreza num circuito em que o mais forte é compensado de forma desmedida com o que tira ao mais fraco e o tema da pobreza e do sofrimento humano é desviado dos holofotes dos interesses públicos.

Andamos a ser distraídos com narrativas da guerra e tudo a ver quem ganha à custa dela.  A opinião pública transmite-nos a sensação de nos encontrarmos do lado certo, independentemente da realidade factual. Essa satisfação, porém, impede-nos de ver os que de um lado e do outro não têm perspectivas, aqueles que não podem sair do circuito da pobreza e do sofrimento.

Aos pobres foi-lhes tirada a consciência do seu ser e do seu viver! Eles também não incomodam porque são arrumados de maneira a viverem, entre si, na periferia das cidades rodeados de mercados descontentadores e de burocracias cobertas de compaixão cínica. Num sistema que considera as pessoas irrelevantes precisamos de criar gestores da felicidade para os pobres!  Precisamos de muitas arcas de Noé que salvem o povo do dilúvio dos preços e da ganância das elites; precisamos de uma cultura, com lugar para pobres e crianças, onde a má sorte não se torne em fadário aceite (vive-se num sistema em que o bem estar de uns é conseguido à custa do mal-estar de outros quando um sistema justo deveria preocupar-se com o bem e o mal-estar repartidos. A cadeia do declínio social torna-se cada vez mais abrangente.

É verdade que não é fácil governar, mas uma democracia, que mereça o nome, não se poder permitir ver os seus cidadãos cada vez mais polarizados entre perpetradores e vítimas.

No nosso universo social reina a escuridão e, apesar de haver alguns luzeiros, a sombra da frustração escurece grande parte da população que não consegue passar a fronteira da pobreza. Muitos refugiam-se no reino da fantasia onde não haja o “em cima” nem o “em baixo” na procura de uma rota que navegue fora da frieza e da órbitra da crueldade. Embora na escuridão as sombras da realidade pareçam maiores do que são, é preciso resistir pois só na sociedade onde haja luta haverá desenvolvimento.

Precisamos de um ministério que junte os carenciados para que juntos construam um novo planeta com um novo percurso. Uma vez juntos sai-se da cidade em direcção ao interior onde juntos possam construir a própria aldeia onde a fraternidade teça mantos que a todos cubra. Longe da autocomiseração, é mais fácil conquistar o mundo; é preciso construir um novo planeta nem que seja só por algum tempo, doutro modo ficaremos prisioneiros da própria pobreza (material e espiritual) num planeta dos outros. É preciso fazer dos muros da masculinidade e das forças militares, planícies e vales femininos onde jorre a fertilidade e a fraternidade; vamos construir uma aldeia onde a feminilidade não emigre para as cidades ao preço de se tornar masculina. Temos vivido num planeta inflexível, na polis dos homens, longe das árvores e dos campos. Não chega perder-se no sentimento grato de se ser necessário socialmente...

A paisagem precisa de solo fértil, fora do alcatrão e do cimento, onde as plantas possam lançar raízes e as crianças não se firam no asfalto. A crença na própria força precisa de espaços com oxigénio onde o verde das árvores nos deixe pairar.

Ao deixarmos as ruas da cidade, onde as lanternas só deixam ver as sombras de pessoas envoltas em mantos escuros de silêncio, notaremos que nas aldeias as estrelas brilham mais.

No vazio da cidade o clochard (vagabundo) caminha à luz da iluminação do natal que no seu sobretudo cintila de maneira especial ao passar ao lado de vidas reunidas em família por trás das vidraças; ele passa a caminho da gruta onde, coberto de cartão de embalagem, vive com o cão sem máscara! O emigrante não segue as regras rígidas da cidade, ele aspira a viver sob o céu livre onde as estrelas alumiam os sonhos de vida, sonhos mais reais que a existência!  

Há muitas máscaras na sua porta de papelão, que devem ser deixadas lá fora porque são sinal de domesticação. Dentro da sua gruta não há para-bocas.

À beira da Europa, à janela de Portugal avisto a saudade do mar e nela procuro ver o meu sonho a pairar! A Europa envelheceu e a vista da vidraça encontra-se embaciada!...

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do tempo,  https://antonio-justo.eu/?p=7823

A política favorece as instituições fornecedoras da sociedade, considerando-as relevantes

Relevância institucional versus Relevância relacional

Muitíssimas crianças são as que mais sofrem e não têm possibilidade para o desenvolvimento de talentos e capacidades porque não lhes é viabilizada uma relação estável!

Em Portugal encontram-se 300.000 pessoas registadas no desemprego... Na Alemanha, os preços no produtor aumentaram 37,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo informou o Instituto Federal de Estatística alemã. https://antonio-justo.eu/?p=7813

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

A POLÓNIA QUER QUE A ALEMANHA PAGUE 1,3 BILIÃO DE EUROS EM REPARAÇÕES PELOS DANOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A invasão alemã da Polónia foi há 83 anos, a 1 de setembro (início da Segunda Guerra Mundial). A gigantesca soma de 1,3 biliãode euros é o resultado de um relatório de peritos polacos. A Polónia pretende exigir reparações. De acordo com o relatório, 5,2 milhões de pessoas perderam a vida durante a ocupação alemã e mais de 2,1 milhões de homens e mulheres foram deportados como trabalhadores forçados.

Segundo informação do HNA de 2.09, o 1,3 bilião resulta das “perdas para a economia nacional causadas pelos rendimentos já não gerados pelos mortos e que a comissão de inquérito avalia em 919 mil milhões de euros”. A estes somam-se os “danos materiais causados pelo ataque e ocupação alemães avaliados em 170 mil milhões de euros. Além disso, há bens culturais e arte no valor de quatro mil milhões de euros que foram destruídos”.

Para o governo alemão, a questão já não é relevante e teria sido resolvida em 1990 com o Tratado 2+4. O Tratado 2+4 (1) é um tratado de estado entre a República Federal da Alemanha e a RDA, mas também entre as potências ocupantes França, EUA, Grã-Bretanha e a União Soviética. O tratado clarificou aspectos de política externa e condições internas para a reunificação da Alemanha.

O problema é que tudo tem sido combinado entre as potências ocupantes e estas decidiram por si sem a participação directa dos países vítimas; no caso do tratado 2+4 em que estavam presentes os dois estados alemães e os 4 ocupantes (USA, União Soviética, França e Reino Unido) não foi referida a questão das reparações (no caso da Alemanha unida). Facto é que estados ocupados pela Alemanha como a Grécia e a Polónia não foram envolvidos nas conversações!

A exigência actual da Polónia, embora atrasada, torna-se oportuna, precisamente, numa altura em que a Alemanha disponibiliza tantos milhares de milhões para o investimento na guerra. Uma Alemanha que até 2022 seguia uma política empenhada no fomento da faz quebra com o passado pós-guerra tornando-se em promotora de guerra.

Quem tem tanto dinheiro disponível para uma guerra fora de casa deveria ter maiores verbas disponíveis para reparar tantos prejuízos e mortes causadas por iniciativa própria.

O empenho no investimento em armamento e guerras reduz o empenho em medidas construtoras de paz!

António da Cunha Duarte Justo

Nota em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7852